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‘Bicho não é lixo’: cão cego é resgatado de bueiro após possível abandono em Umuarama; vídeo

‘Bicho não é lixo’: cão cego é resgatado de bueiro após possível abandono em Umuarama; vídeo
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 2 de julho de 2026 às 13h27 - Modificado em 2 de julho de 2026 às 17h51

Os latidos desesperados de um cachorro chamaram a atenção de um morador da rua José Leite da Silva, em Umuarama, no início da tarde desta quinta-feira (2). Ao perceber que o animal estava preso dentro de uma galeria pluvial, ele acionou o Corpo de Bombeiros, que conseguiu resgatá-lo em segurança.

A ocorrência, que terminou sem feridos, revelou uma situação que vai muito além de um simples salvamento. O cachorro é idoso, apresenta sinais aparentes de cegueira, possivelmente causada pelo avanço da idade e, segundo os bombeiros, há suspeitas de que tenha sido abandonado por algum antigo tutor.

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Quando a equipe chegou ao local, encontrou o animal circulando dentro da galeria, sem conseguir encontrar uma saída.

Com o auxílio de uma rede utilizada em ocorrências desse tipo, os militares conseguiram capturá-lo e retirá-lo do bueiro.

Segundo o subtenente Edison Luis Rezende dos Santos, o caso serve de alerta para a responsabilidade que acompanha quem decide ter um animal de estimação.

“Foi observado um animal que está abandonado na rua. Apresenta um problema de visão. Então as pessoas adquirem os animais, devem cuidar”, afirmou.

Cão idoso e com sinais aparentes de cegueira foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros após um morador ouvir seus latidos vindos de uma galeria pluvial, em Umuarama

Envelhecer não pode ser motivo para abandono

Embora não seja possível afirmar como o cão foi parar na galeria pluvial, a condição em que foi encontrado levanta a suspeita de abandono. A deficiência visual dificultava ainda mais sua locomoção, tornando praticamente impossível que encontrasse sozinho uma forma de sair do local.

Para o Corpo de Bombeiros, situações como essa mostram a importância de compreender que um pet exige cuidados durante toda a vida, inclusive quando envelhece e passa a necessitar de mais atenção.

Assim como acontece com as pessoas, cães e gatos podem perder a visão, a audição e a mobilidade com o passar dos anos. Essas limitações, no entanto, não diminuem a responsabilidade dos tutores.

“As pessoas adquirem os animais, devem cuidar. Tem que haver consciência”, reforçou o subtenente.

O resgate mobilizou o Corpo de Bombeiros na tarde desta quinta-feira (2) e reacendeu o alerta sobre o abandono de animais, prática considerada crime

ONGs oferecem alternativas ao abandono

O Corpo de Bombeiros lembra que quem realmente não consegue mais manter um animal não deve simplesmente abandoná-lo nas ruas.

Em Umuarama, entidades de proteção animal desenvolvem um trabalho permanente de acolhimento, recuperação e encaminhamento para adoção responsável. Embora muitas enfrentem dificuldades financeiras e operem acima da capacidade, elas representam uma alternativa muito mais segura do que deixar um animal à própria sorte.

“Se for o caso de não conseguir mais cuidar do animal, existem diversas ONGs que dão apoio. Entre em contato para que ele não fique solto na rua. A gente não pode abandonar um animal. É uma vida também que precisa ser preservada”, destacou o bombeiro.

Ele também lembrou uma frase bastante conhecida entre protetores da causa animal: “bicho não é lixo”.

Encontrado preso em uma galeria pluvial, o cão foi retirado em segurança pelos bombeiros

Um gesto que fez a diferença

Se não fosse a atenção do morador que ouviu os latidos vindos da galeria pluvial, o desfecho poderia ter sido outro. Foi a sensibilidade dele em perceber que havia um animal em sofrimento e acionar rapidamente o Corpo de Bombeiros que permitiu o resgate.

Além de colocar em risco a vida do próprio animal, o abandono também expõe equipes de emergência a situações perigosas durante operações de salvamento.

Neste caso, o cachorro foi retirado sem ferimentos. A cena, porém, deixa a reflexão de que adotar um animal significa assumir um compromisso que não termina quando ele envelhece ou adoece.

A suspeita é de que o animal tenha sido abandonado após perder a visão com o avanço da idade

(Com imagens de Danilo Martins/OBemdito)

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