Gaeco faz nova ofensiva contra grupo suspeito de tráfico e lavagem de dinheiro em Umuarama
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quinta-feira, 2 de julho, a segunda fase da Operação Arayú. A ação foi conduzida pelo núcleo de Umuarama do Ministério Público do Paraná e tem como alvo uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. Segundo o órgão, o grupo atuava em Umuarama e em municípios da região.
Os agentes cumpriram três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão domiciliar. As ordens judiciais foram executadas em Umuarama, Guaíra e Londrina. Ao mesmo tempo, os investigadores recolheram novos elementos para ampliar as apurações sobre a estrutura e o funcionamento da organização.
A operação contou com apoio operacional e analítico do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual do Paraná, do Batalhão de Polícia de Fronteira e do Canil do 5º Batalhão da Polícia Militar. A força-tarefa reuniu equipes especializadas para cumprir as medidas autorizadas pela Justiça.
O Juízo das Garantias da Vara Criminal de Umuarama expediu os mandados e autorizou medidas cautelares adicionais. Entre elas estão o afastamento do sigilo de dados e das comunicações de celulares e outros dispositivos eletrônicos apreendidos. A decisão também determinou o bloqueio de contas bancárias e de ativos financeiros vinculados aos investigados.
Investigação iniciada em 2025
A investigação começou após uma apreensão de drogas realizada pela Polícia Militar Rodoviária em 3 de julho de 2025. Naquela data, dois adolescentes foram flagrados transportando 160,8 quilos de maconha pela rodovia PR-317, em Lobato, no norte do Paraná. A droga estava escondida em um Fiat Mobi com placas clonadas, abordado durante patrulhamento ostensivo de rotina.
A partir desse flagrante, o Gaeco aprofundou a investigação para identificar os responsáveis pelo transporte e pela distribuição da carga. Conforme o Ministério Público, as diligências revelaram uma estrutura criminosa organizada e com atuação além dos limites da região noroeste do Estado.
Em 21 de agosto de 2025, o Gaeco cumpriu a primeira fase da Operação Arayú. Na ocasião, as equipes prenderam um dos apontados líderes da organização criminosa e realizaram buscas para reunir provas que sustentassem o avanço da investigação.
Segundo o Ministério Público, a análise do material apreendido permitiu identificar o papel estratégico exercido pelo investigado dentro da organização. As evidências indicam que ele integrava uma facção criminosa e coordenava a logística, o transporte e a comercialização de grandes carregamentos de drogas.
As apurações também apontam que o grupo movimentava cargas de elevado volume e de alto valor financeiro. Além disso, as negociações e os deslocamentos ultrapassavam as divisas estaduais, o que reforçou a suspeita de uma atuação interestadual da organização.
Durante o cumprimento dos mandados desta quinta-feira, os agentes apreenderam celulares, anotações, porções de maconha e uma motocicleta com sinais identificadores adulterados. Agora, o material passará por perícia e análise técnica. O objetivo é identificar novos envolvidos e aprofundar a investigação sobre a rede criminosa.
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Com informações: MPPR





