Laudo revela que estudante de medicina sofreu mais de 100 facadas; namorado é suspeito
A estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, encontrada morta dentro do apartamento onde morava, em Barbacena (MG), havia procurado a polícia meses antes para denunciar ameaças atribuídas ao namorado, Gustavo Dutra Lima.
O homem foi preso suspeito de matá-la e responderá ao processo em prisão preventiva.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado em fevereiro deste ano, Letícia relatou que o relacionamento, que durava cerca de três anos, era marcado por episódios frequentes de ciúmes e discussões.
Segundo o documento, durante uma das brigas, Gustavo teria feito uma ameaça dizendo que a jovem “não saberia do que ele era capaz”. Ainda conforme o relato da estudante, ele simulou apontar uma arma para a própria cabeça em tom intimidatório.
À polícia, Letícia também afirmou que o namorado costumava ameaçá-la e intimidar pessoas próximas a ela.
Em outro episódio descrito no boletim, a estudante contou que pediu para o companheiro deixar seu apartamento após uma discussão, mas ele se recusou. Com medo, ela saiu do imóvel e foi até uma delegacia registrar a ocorrência.
Crime
Letícia foi encontrada morta no apartamento na última sexta-feira (27), em Barbacena, no interior de Minas Gerais.
Informações do laudo da Polícia Civil de Minas Gerais apontam que o corpo da estudante apresentava ao menos 130 lesões, entre perfurações provocadas por arma branca e ferimentos superficiais.
O documento embasou o pedido do Ministério Público de Minas Gerais para converter a prisão em flagrante de Gustavo Dutra Lima, de 25 anos, em prisão preventiva. A solicitação foi acolhida pela Justiça.
Testemunhas relataram que a estudante e Gustavo participaram de uma festa na noite anterior ao crime e, em seguida, seguiram para o apartamento da vítima.
A última atividade registrada de Letícia foi o envio de mensagens por volta das 23h40. Depois disso, ela não fez mais contato.
Gustavo Dutra Lima foi preso no domingo (28). Ao converter a prisão em preventiva, o juiz Alanir José Hauck Rabeca destacou que a vítima foi atingida por “centenas de golpes de faca”, conforme consta na decisão judicial.
A defesa do investigado ainda não havia se manifestado sobre o caso. O espaço permanece aberto para posicionamento.
(Com informações da Polícia Civil de Minas Gerais)





