Luiz Fernando Publisher do OBemdito

Operação mira grupo que usava Icaraíma e Cruzeiro do Oeste para tráfico interestadual

Operação mira grupo que usava Icaraíma e Cruzeiro do Oeste para tráfico interestadual
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 24 de junho de 2026 às 08h07 - Modificado em 24 de junho de 2026 às 10h10

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (24), uma operação contra uma organização criminosa investigada por atuar na produção, compra, armazenamento e distribuição de drogas para diversos estados brasileiros. Entre os municípios alvos da ofensiva estão Icaraíma e Cruzeiro do Oeste.

Ao todo, estão sendo cumpridos 61 mandados judiciais, sendo 32 de prisão e 29 de busca e apreensão. A ação acontece simultaneamente em 17 cidades dos estados do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul, com a participação de mais de 200 policiais.

A operação conta com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Penal do Paraná (PPPR) e das polícias civis dos demais estados envolvidos.

Investigação começou após apreensão de 1,1 tonelada de drogas

Segundo a PCPR, as investigações tiveram início há cerca de três anos, após uma apreensão realizada em conjunto com a Receita Federal. Na ocasião, aproximadamente 1,1 tonelada de entorpecentes foi encontrada em uma transportadora de Maringá.

De acordo com o delegado Leandro Munin, a análise do material apreendido levou os investigadores a uma organização criminosa com atuação na cidade de Loanda.

“A primeira fase da operação resultou na identificação de cinco integrantes da organização. Posteriormente, foram descobertos novos envolvidos, culminando na segunda fase da investigação”, explicou.

Com o avanço das diligências, os policiais identificaram uma estrutura criminosa considerada complexa, responsável por coordenar a produção, o transporte, o armazenamento, a distribuição e a movimentação financeira dos recursos obtidos com o tráfico.

Icaraíma era rota para entrada dos entorpecentes

As investigações apontam que fornecedores e áreas de produção de drogas estavam localizados no Mato Grosso do Sul. A organização também contava com integrantes especializados na adaptação de veículos com compartimentos ocultos para o transporte dos entorpecentes.

Conforme a PCPR, uma das principais rotas utilizadas pelo grupo era a travessia do Rio Paraná, especialmente na região de Icaraíma. Após a entrada no território paranaense, os carregamentos eram armazenados principalmente em entrepostos localizados em Icaraíma e Loanda.

A partir desses locais, as drogas eram distribuídas para diferentes estados por meio de caminhões, veículos de passeio e até linhas regulares de ônibus.

Ainda segundo a investigação, integrantes ligados a uma facção criminosa de atuação nacional, em São Paulo, participavam do fornecimento dos entorpecentes, enquanto investigados no Rio Grande do Norte seriam responsáveis pela redistribuição das drogas na região Nordeste.

Justiça bloqueia contas de investigados

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de suspeitos apontados como integrantes dos núcleos de tráfico e lavagem de dinheiro da organização.

A medida busca interromper a movimentação financeira do grupo e impedir a utilização de recursos provenientes das atividades criminosas.

A PCPR apurou que a organização mantinha um núcleo financeiro estruturado para ocultar e movimentar valores oriundos do tráfico. Contas bancárias, empresas e pessoas interpostas teriam sido utilizadas para receber pagamentos, efetuar transferências e realizar repasses a fornecedores e demais integrantes do esquema.

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