Brasil

Figurinhas da Copa do Mundo transformam campanha da Coca-Cola em dor de cabeça

A ação promocional da Coca-Cola voltada à distribuição de figurinhas da Copa do Mundo tem provocado problemas em supermercados de diferentes regiões do país. Consumidores interessados nos itens colecionáveis passaram a retirar os rótulos das embalagens ainda nas gôndolas, inutilizando os produtos para venda.

A prática ocorre porque as figurinhas promocionais estão vinculadas aos rótulos das garrafas. Ao arrancá-los, os clientes também removem os códigos de barras, impedindo que os refrigerantes sejam registrados nos caixas.

Diante do aumento dos casos, a fabricante informou que iniciou o recolhimento e a substituição das embalagens danificadas. Em comunicado, a empresa orientou os estabelecimentos comerciais a acionarem suas equipes de atendimento para que sejam adotados os procedimentos necessários, incluindo a troca dos produtos afetados.

Embora os danos ocorram dentro dos pontos de venda, especialistas apontam que a responsabilidade pela reposição tende a recair sobre a fabricante. Segundo os juristas consultados, ao optar por inserir o brinde diretamente no rótulo, a empresa assumiu um risco previsível relacionado à execução da campanha.

LEIA TAMBÉM: Entre pacotinhos e trocas, famílias transformam álbum da Copa em tradição afetiva

Apesar dos transtornos registrados nos supermercados, a Coca-Cola informou que não vê impactos significativos para a promoção. A multinacional afirma que o modelo já foi utilizado em campanhas anteriores e que os resultados obtidos seguem dentro das expectativas.

Além dos prejuízos comerciais, especialistas alertam para as consequências legais da retirada dos rótulos. Dependendo da situação, a conduta pode ser enquadrada como dano ao patrimônio ou até furto, com possibilidade de responsabilização criminal.

Juristas também destacam que consumidores flagrados danificando mercadorias podem ser obrigados a ressarcir os prejuízos causados aos estabelecimentos. A legislação civil prevê indenização em casos de danos provocados a produtos expostos para venda.

Para tentar conter a prática, especialistas recomendam que supermercados reforcem o monitoramento por câmeras de segurança e registrem boletins de ocorrência quando houver identificação dos responsáveis.

(Com informações do site ND+)

Rudson de Souza

Recent Posts

Alunos de Jiu-Jitsu de Maria Helena participam de intercâmbio esportivo em Umuarama

Crianças e adolescentes atendidos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Secretaria de…

28 minutos ago

Criança é soterrada enquanto brincava e morre no distrito de Serra dos Dourados

Um trabalho delicado e que exigiu atenção dos socorristas marcou o atendimento a uma criança…

49 minutos ago

Familiares e amigos se despedem da professora e pioneira Maria Pellarigo

Familiares e amigos se despedem da professora aposentada e pioneira de Umuarama Maria Pelarigo. Ela…

1 hora ago

Mãe e filha são resgatadas de apartamento em chamas no Paraná

Uma mulher precisou ser intubada após inalar fumaça durante um incêndio em um apartamento na…

1 hora ago

Lenda da Inter de Milão, o ex-meia-atacante Sandro Mazzola morre aos 83 anos

A Inter de Milão perdeu neste sábado (19) um dos principais nomes de sua história.…

2 horas ago

Corpo encontrado amarrado com fitas dentro de casa de alto padrão intriga polícia em Maringá

Vestígios encontrados dentro de uma residência no Jardim Novo Horizonte, em Maringá, levaram a Polícia…

3 horas ago

Este site utiliza cookies

Saiba mais