Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A greve dos Correios ultrapassou uma semana nesta sexta-feira (18) em todo o país. O julgamento do dissídio coletivo que envolve a estatal e os trabalhadores está marcado para segunda-feira (21), às 13h30, no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Um dos principais pontos de impasse é o plano de saúde dos funcionários. Os trabalhadores contestam a intenção dos Correios de mudar sua condição de mantenedora para patrocinadora do CorreiosSaúde.
Segundo representantes da categoria, a alteração poderia aumentar os custos e as mensalidades cobradas de funcionários, aposentados e dependentes, além de provocar perda de direitos.
Os sindicatos também rejeitaram a proposta inicial apresentada pela direção dos Correios, que previa reajuste de 0,87%.
A categoria pede uma recomposição salarial compatível com a inflação acumulada e ganho real. Os trabalhadores argumentam que o percentual inicialmente oferecido pela estatal ficou abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Entre as demais reivindicações estão o retorno do adicional de 70% sobre as férias e a retomada do pagamento de 200% pelo trabalho realizado em dias de repouso ou feriados.
Os trabalhadores também se posicionam contra a proposta de extinguir gratificações específicas, como as destinadas a motoristas e por quebra de caixa, além do vale extra de Natal.
Durante a paralisação, o TST determinou que pelo menos 80% do efetivo permaneça em atividade em cada unidade dos Correios.
A decisão considerou a natureza essencial dos serviços prestados pela estatal e o impacto que a paralisação pode provocar durante o período eleitoral de 2026.
A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) afirma que os trabalhadores aguardam uma iniciativa concreta da empresa para retomar as negociações.
A entidade voltou a destacar o plano de saúde como uma das principais preocupações da categoria e criticou a atenção dada pela estatal a outros assuntos enquanto o acordo coletivo permanece sem solução.
Os Correios afirmam que os serviços continuam sendo prestados em todo o país e classificam a adesão à greve como parcial.
Segundo a empresa, medidas foram adotadas para tentar reduzir os impactos da paralisação, incluindo o deslocamento de funcionários administrativos para atividades operacionais, remanejamento de veículos e realização de mutirões para manter o fluxo das encomendas.
A orientação aos clientes é acompanhar o rastreamento das encomendas pelo site ou aplicativo dos Correios e aguardar a entrega no endereço indicado.
Para situações específicas, a empresa disponibiliza atendimento pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, além do chat e do serviço Fale Conosco em seu portal.
(OBemdito e Agência Brasil)
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