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Mãe flagra supostos abusos em creche após esconder gravador na mochila da filha autista

Mãe esconde gravador na mochila da filha autista e registra supostos abusos em creche municipal de Turiúba. Áudios mostram ameaças e agressões contra crianças - Foto: reprodução/redes sociais
Mãe flagra supostos abusos em creche após esconder gravador na mochila da filha autista
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 4 de junho de 2026 às 11h44 - Modificado em 4 de junho de 2026 às 11h44

Uma mãe denunciou funcionárias e a diretora de uma creche municipal após gravar, com um dispositivo escondido na mochila da filha, supostos abusos contra crianças. O caso ocorreu em Turiúba, no interior de São Paulo, e está sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público.

A criança, de 4 anos, tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). A mãe afirma que passou a desconfiar da situação após notar mudanças bruscas no comportamento da filha.

Segundo o relato, a menina passou a resistir para ir à creche e demonstrava medo constante. A criança também evitava ficar sozinha, o que levantou alerta na família.

Diante das suspeitas, a mãe, identificada como Laila Lima, solicitou acesso às imagens das câmeras de segurança da unidade. A direção informou que os equipamentos não estavam funcionando.

Gravador na Mochila

Sem acesso às imagens, a mulher decidiu esconder um gravador na mochila da filha. Ao longo do período de monitoramento, ela afirma ter reunido mais de 200 arquivos de áudio.

Segundo a mãe, o material indica agressões e ameaças não apenas contra a própria filha, mas também contra outras crianças atendidas na creche.

Em uma das gravações, uma funcionária menciona a possibilidade de pegar uma tesoura para cortar o braço de um menino de 3 anos. O conteúdo foi entregue às autoridades.

Laila afirma que esse é apenas um dos registros mais graves entre os áudios encaminhados à Polícia Civil e ao Ministério Público para investigação.

Em nota, a Prefeitura de Turiúba informou que os servidores citados nas denúncias foram afastados de suas funções. O município também abriu uma sindicância interna para apurar os fatos.

As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias dos relatos e verificar a ocorrência de possíveis crimes dentro da unidade de educação infantil.

Com informações: Metrópoles

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