Leonardo Revesso Publisher do OBemdito

Morre segunda vítima de acidente entre Iporã e Francisco Alves; elas iam para entrevista de emprego

Mayara Santos em pose fotográfica para instagram com a mão direita no cabelo e a outra no rosto. Está maquiada, olhar fixo para a câmera, como uma modelo.
Mayara Santos, 30 anos, segunda vítima fatal do acidente na BR-272, que ia para entrevista de emprego
Morre segunda vítima de acidente entre Iporã e Francisco Alves; elas iam para entrevista de emprego
Leonardo Revesso - OBemdito
Publicado em 28 de abril de 2026 às 11h03 - Modificado em 28 de abril de 2026 às 11h58

Morreu na madrugada desta terça-feira (28) a segunda vítima do grave acidente registrado na BR-272, entre Iporã e Francisco Alves. Mayara Aparecida de Souza Santos, de 30 anos, chegou a ser socorrida com vida em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos após ser transferida de helicóptero para o Hospital Universitário de Maringá.

A colisão aconteceu na tarde de segunda-feira (27), próximo da fábrica da Levo Alimentos, e envolveu dois veículos: um Ford Ka e um Ford Fiesta.

No Ford Ka estavam Mayara e a outra vítima, identificada como Joselaine Martins de Moura, que morreu ainda no local, conforme constataram as equipes de socorro. Jô, como era chamada por familiares e amigos, era de Tapejara e estava morando em Altônia.

Mayara foi resgatada em estado crítico por equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), com apoio do helicóptero aeromédico, e levada com urgência para atendimento especializado em Maringá.

Natural de Campos Sales, no interior do Ceará, Mayara vivia em Altônia com o marido, do pai e duas crianças. A família havia se mudado para o Paraná em busca de melhores condições de vida. Segundo familiares, Mayara e a amiga estavam a caminho de uma entrevista de emprego.

Horas de angústia e busca por informações

Assim que soube do acidente, o marido de Mayara, Anderson de Lima Souza, iniciou uma busca desesperada para localizar a esposa. Sem informações claras sobre para qual hospital ela havia sido levada, ele passou horas tentando contato com unidades de saúde da região.

“Foram horas de buscas, de desespero, e ninguém me falava onde ela estava. Liguei para todos os hospitais de Umuarama, depois para hospitais de Maringá. Em um deles, disseram que havia uma paciente com as características dela, mas não podiam confirmar porque estava sem documento. Mas ela tinha levado, sim. De madrugada, me ligaram do mesmo hospital informando que ela tinha morrido. É muito triste, não desejo isso a ninguém”, relatou.

OBemdito também entrou em contato com o atendimento telefônico do Samu ainda na noite de segunda-feira. A reportagem foi informada que não seria possível repassar dados sobre a localização da vítima. Já na manhã desta terça, a ouvidoria confirmou que, por questões de sigilo médico e proteção de dados, informações só podem ser liberadas mediante comprovação de vínculo familiar.

Mobilização para ajudar a família

Diante da tragédia e da situação financeira delicada, familiares e amigos iniciaram uma vaquinha para ajudar Anderson a enfrentar os custos imediatos após a perda. Trabalhador assalariado, ele precisou de ajuda até mesmo para se deslocar até Maringá. O pai de Mayara, aposentado, enfrenta problemas de saúde e tem dificuldade de locomoção, enquanto a família ainda duas crianças, um filho e um irmão de Mayara.

O Ford Ka envolvido no acidente era um dos poucos bens de Anderson e Mayara, e ficou totalmente destruído no acidente. 

Quem puder contribuir pode entrar em contato pelo número 44998338103.

Apoio da Prefeitura de Altônia

Também procurada por OBemdito, a Prefeitura de Altônia, por meio do prefeito Diego Bergo e da secretária de Assistência Social, Fernanda Simonato, iniciou os procedimentos para prestar apoio à família, no translado do corpo, no velório e no sepultamento.

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