Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Justiça da Itália autoriza extradição de Carla Zambelli para o Brasil

Ex-deputada foi condenada no Brasil e presa em Roma após inclusão na lista da Interpol (Foto Lula Marques/Agência Brasil)
Justiça da Itália autoriza extradição de Carla Zambelli para o Brasil
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 26 de março de 2026 às 12h40 - Modificado em 26 de março de 2026 às 12h43

A Justiça da Itália autorizou, nesta quinta-feira (26), a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, condenada no Brasil por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por porte ilegal de arma de fogo.

A defesa ainda pode recorrer à Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça italiana. Mesmo com eventual confirmação da decisão judicial, a palavra final sobre a extradição caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, conforme prevê a legislação local.

Se a extradição for confirmada, Zambelli será enviada ao Brasil, onde deve cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

No Brasil, a ex-parlamentar foi condenada em dois processos com trânsito em julgado. No primeiro, recebeu pena de 10 anos e 8 meses de prisão como autora intelectual da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça.

No segundo, foi condenada a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir um homem armada às vésperas das eleições de 2022.

Após a condenação no caso do CNJ, Zambelli deixou o Brasil e seguiu para a Itália.

A Procuradoria-Geral da República solicitou sua prisão preventiva, acolhida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também determinou a inclusão do nome da ex-deputada na lista vermelha da Interpol.

Zambelli foi presa em 29 de julho de 2025, em um apartamento em Roma. A Corte de Apelação local apontou risco de fuga para justificar a medida.

Após as condenações, a Câmara dos Deputados chegou a abrir processo de cassação do mandato, mas o pedido foi inicialmente rejeitado. Posteriormente, o STF anulou a decisão e determinou a perda do cargo, levando à renúncia da parlamentar.

(Com informações do Metrópoles)

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.