Ex-moradores de Umuarama e Pérola são presos por golpe que causou prejuízo de R$ 4 milhões em Goiânia
Um trio de ex-moradores de Umuarama e Pérola são suspeitos de aplicar um golpe que causou prejuízo estimado em R$ 4 milhões em Goiânia (GO). A Polícia Civil prendeu os três em flagrante na quarta-feira (18), durante a montagem de uma festa de luxo que, segundo as investigações, fazia parte do esquema.
A ação ocorreu em um centro de eventos em Aparecida de Goiânia, no momento em que fornecedores montavam uma estrutura de alto padrão para um suposto lançamento de uma grife europeia. O evento, orçado em cerca de R$ 12 milhões, foi interrompido após a polícia identificar indícios de fraude.
De acordo com as investigações, a principal suspeita – de 33 anos e que já residiu em Umuarama – se apresentava nas redes sociais como consultora de imagem e dizia representar uma marca internacional de bolsas de luxo. Com essa estratégia, ela convencia empresas e profissionais a participar da organização do evento sem receber pagamentos.
Além disso, o grupo vendia convites vinculados à compra de bolsas que não existiam, anunciadas por cerca de R$ 20 mil cada. A polícia aponta que fornecedores e clientes agiram de boa-fé e só perceberam inconsistências quando o projeto já estava em fase avançada.
As suspeitas surgiram após denúncias sobre contatos feitos fora dos canais oficiais da marca. Durante a apuração, os investigadores identificaram o uso de identidades falsas e e-mails fictícios para sustentar a fraude.
A produtora responsável pela organização do evento desconfiou da situação e acionou a polícia, que decidiu agir imediatamente. “Então, diante do risco de fuga desses indivíduos, e também porque já estava em avançado estado de montagem no evento, a polícia agiu imediatamente para capturá-los e prendê-los ontem em flagrante”, explica a delegada Lara Soares Francoso.

Família conhecida
Além da principal investigada, o marido e a cunhada dela também foram detidos. Os três têm ligação com Umuarama e região: ela já morou na Capital da Amizade, enquanto os outros dois são de uma família conhecida em Pérola.
Francoso também explicou que a principal suspeita estava morndo em Goiânia há cerca de três anos. Já o marido, que recebia o dinheiro do esquema, já foi servidor público federal, porém solicitou exoneração do cargo. Ambos estão juntos há aproximadamente oito anos.
A Polícia Civil apura se o grupo já aplicou golpes semelhantes em outras cidades e busca identificar novas vítimas. O órgão orienta que pessoas que tiveram prejuízo podem procurar a polícia para registrar ocorrência.
(OBemdito e Portal Notícias Goiás)





