Luiz Fernando Publisher do OBemdito

Defesa de policial penal diz que julgamento deve esclarecer “realidade dos fatos”

Defesa de policial penal diz que julgamento deve esclarecer “realidade dos fatos”
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 11 de março de 2026 às 09h34 - Modificado em 11 de março de 2026 às 09h43

O advogado Adriano Bretas, que faz parte da defesa do policial penal acusado de feminicídio afirmou que o julgamento no Tribunal do Júri de Umuarama deve esclarecer o que ocorreu no dia do crime e que todas as hipóteses permanecem em aberto. O réu é Carlos Adriano Botelho de Assis, de 46 anos, acusado de matar a ex-companheira Vanessa dos Santos da Cunha, de 28.

Em entrevista ao OBemdito na manhã desta quarta-feira (11), antes do início da sessão, Bretas disse que a expectativa da defesa é que o processo ocorra dentro das regras legais. “As testemunhas vão ser ouvidas, o acusado vai ser interrogado e vai revelar tudo o que aconteceu naquele fatídico acontecimento dentro daquele quarto”, afirmou.

Segundo Bretas, após a produção das provas haverá os debates entre acusação e defesa e, ao final, os jurados apresentarão o veredito.

O advogado também declarou que a estratégia da defesa é esclarecer o que, segundo ele, seria a realidade dos fatos. “A linha da defesa é a realidade dos fatos. A defesa vem com o escopo de esclarecer a realidade daquilo que de fato se passou. É uma realidade triste, trágica, lamentável, mas muito diferente daquilo que propõe a acusação”, disse.

Bretas afirmou ainda que a defesa não apresenta uma tese fechada antes da produção das provas no plenário. “O que precisa se adaptar é a tese à prova, e não a prova à tese. A defesa vem trabalhar com a produção da prova e, depois que a prova for produzida, vamos ver o que aconteceu ali”, declarou.

De acordo com o advogado, neste momento inicial do julgamento não há uma hipótese definida por parte da defesa. “Por enquanto está tudo em aberto, o julgamento nem começou ainda”, afirmou.

Ele acrescentou que a acusação deverá apresentar sua versão dos fatos durante o júri. “A acusação tem uma hipótese que vai ser desconstruída aqui no plenário”, disse.

Julgamento

O julgamento começou na manhã desta quarta-feira (11) no Fórum da Comarca de Umuarama e tem previsão inicial de durar até três dias. O caso apura a morte de Vanessa dos Santos da Cunha, ocorrida em 28 de outubro de 2022.

Segundo denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), a vítima foi morta com mais de 50 golpes de faca. Ao final do julgamento, os jurados decidirão pela condenação ou absolvição do acusado.

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.