Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Após quase 20 anos, Polícia Civil prende suspeito de matar menina no Paraná

Giovanna desapareceu na véspera da Semana Santa de 2006 e foi encontrada morta dois dias depois (Foto Reprodução/Rede Social)
Após quase 20 anos, Polícia Civil prende suspeito de matar menina no Paraná
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 17h08 - Modificado em 19 de fevereiro de 2026 às 17h08

Quase 20 anos depois de um dos crimes que mais chocaram o Paraná, a apuração sobre a morte de Giovanna dos Reis Costa ganhou um novo desdobramento.

Um homem de 55 anos foi preso em Londrina, no Norte do Estado, suspeito de envolvimento no assassinato da criança, ocorrido em 2006, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba.

A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Paraná, que retomou o caso após o surgimento de novas provas periciais. De acordo com a corporação, os elementos reunidos apontam para a autoria do crime.

O investigado deve responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável.

O assassinato aconteceu em abril de 2006, na véspera da Semana Santa. Giovanna, então com 9 anos, desapareceu e foi encontrada morta dois dias depois em um matagal.

O corpo estava nu, com as mãos amarradas, dentro de um saco de lixo, o que provocou forte comoção pública à época.

As primeiras investigações indicaram a participação de um grupo de ciganos em um suposto ritual de magia negra. A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná, com base no inquérito policial, sustentava essa versão.

Em 2012, três acusados foram levados a julgamento, mas acabaram absolvidos após mais de três dias de sessões, sob alegação de falhas na investigação e ausência de provas consistentes.

Com o avanço da tecnologia forense e a coleta de novos depoimentos, a Polícia Civil afirma ter chegado a um novo suspeito.

A corporação convocou coletiva de imprensa para esta quinta-feira (19) para detalhar as provas que embasam essa nova etapa do processo. O nome do preso segue sob sigilo oficial.

(Com informações da Massa)

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