Polícia intensifica buscas por menina venezuelana após morte de suspeito
A morte de Daniel Luiz Ferrari, de 33 anos, não encerrou a angústia em São Manoel do Paraná, no noroeste do estado. O homem, apontado como responsável pelo sequestro de uma menina venezuelana de 9 anos, foi morto a tiros na tarde deste domingo (15) após reagir com faca à abordagem policial em uma área rural próxima ao município.
Mesmo com a neutralização do suspeito, as buscas pela criança seguem mobilizando dezenas de policiais especializados e moradores voluntários.
De acordo com o comando do 7º Comando Independente de Polícia Militar, a equipe que atuava na segurança das operações com cães foi surpreendida quando Daniel investiu com uma faca contra um dos militares que conduzia um dos animais farejadores. A lâmina chegou a atingir a região próxima à lanterna do colete do policial, que não ficou ferido. Diante da agressão, os militares efetuaram disparos e o suspeito morreu no local.

Em nota, o comando informou que todos os policiais estão bem e que as buscas continuam para localizar a criança.
Segundo a investigação coordenada pela Polícia Militar do Paraná, o crime começou na tarde de quinta-feira (12). Daniel teria pulado o muro da casa da ex-companheira, de 32 anos, e desferido vários golpes de faca contra ela. A mulher, que está grávida de aproximadamente sete meses, foi socorrida e encaminhada para Cianorte, onde passou por cirurgia. Apesar da gravidade dos ferimentos, os médicos descartaram a necessidade de antecipar o parto.
Após o ataque, o suspeito fugiu com a menina em um Ford Del Rey azul. A criança é filha da atual namorada dele. Conforme relato da mãe à polícia, Daniel a convidou para ir até a casa dele sob o pretexto de presentear a filha com uma bicicleta. Já no local, ele teria dito que queria fumar e pediu que a mulher fosse ao mercado comprar cigarros com uma nota de R$ 20. Quando ela saiu, ele desapareceu com a criança.

O carro foi localizado abandonado na manhã de sexta-feira (13) em uma área rural de São Manoel do Paraná. Desde então, o cerco policial foi intensificado, com varreduras em matas, propriedades rurais e estradas vicinais.
A polícia também confirmou que Daniel voltou à própria residência na noite de sexta-feira para jantar. Ele estava sozinho. Ao perceber a aproximação das viaturas, fugiu pelos fundos da casa, aproveitando-se da pouca iluminação.
Durante as buscas mais recentes, cães farejadores chegaram a cheirar o corpo de Daniel após a morte, na tentativa de captar o odor da menina e direcionar as equipes até um possível rastro. A estratégia faz parte dos protocolos de rastreamento em áreas extensas de vegetação.
O trabalho envolve policiais militares, bombeiros e equipes especializadas, além de dezenas de moradores que se uniram às forças de segurança na tentativa de localizar a criança o mais rápido possível.
Daniel tinha antecedentes por tráfico de drogas, lesão corporal e violência doméstica contra outra ex-companheira. A mulher esfaqueada já havia registrado boletins de ocorrência e possuía medida protetiva contra ele.
Enquanto a cidade acompanha apreensiva cada nova movimentação das equipes, a prioridade das autoridades permanece a mesma: encontrar a menina com vida.





