Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Professor é preso acusado de pedir fotos íntimas de alunos em troca de notas

Foto: Divulgação/PCES
Professor é preso acusado de pedir fotos íntimas de alunos em troca de notas
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 18h22 - Modificado em 13 de janeiro de 2026 às 18h23

A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu na última semana um professor suspeito de crimes sexuais contra estudantes da rede pública. Ele estava foragido desde abril de 2025. As denúncias começaram em 2024, quando pais alertados pelas escolas procuraram a polícia.

Segundo os investigadores, o docente exigia fotos íntimas de adolescentes entre 12 e 16 anos em troca de aprovação nas provas. A polícia revelou o caso na segunda-feira (12). As autoridades não divulgaram o nome do suspeito. Até agora, os investigadores identificaram oito vítimas, seis em Vila Velha e duas em Serra, município onde ocorreu a prisão.

Primeiras denúncias

As primeiras denúncias surgiram em novembro de 2024, em Serra. As instituições de ensino colaboraram com as investigações e afastaram o professor assim que souberam das acusações. “Há prints de conversa do professor [com os alunos] em que ele fala ‘só escreva o seu nome, deixe o resto comigo’. O professor preenchia a prova, e em troca o adolescente tinha que mandar foto do órgão genital para ele”, afirmou a delegada Thais Cruz.

Os policiais relataram que o suspeito buscava jovens com dificuldades para alcançar as notas mínimas. Em dezembro de 2024, a polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão e encontrou arquivos com fotos íntimas e imagens de estudantes em uniforme. A Justiça chegou a prender o professor; no entanto, o liberou em audiência de custódia mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Em fevereiro de 2025, novas denúncias surgiram em Vila Velha. Além disso, em um dos casos, o suspeito teria ameaçado um aluno de 12 anos para que acessasse sites de pornografia e pedofilia. O professor também teria abordado o adolescente no banheiro e apalpado suas partes íntimas, ato caracterizado como suspeita de estupro de vulnerável.

“Em 2024, ele não atuava mais na rede municipal de Vila Velha e as abordagens passaram a ser por meio de redes sociais, nas quais ele oferecia dinheiro. Nós encontramos diversos Pix feitos para essas vítimas com valores entre 30 e 50 reais, além de objetos, como uma prancha de surfe”, disse o delegado Glalber Queiroz.

A Justiça determinou nova prisão em abril de 2025.Desde então, a polícia considerava o professor foragido até localizá-lo na semana passada. O caso reforça a necessidade de vigilância constante das famílias e das escolas diante de crimes digitais e abusos contra adolescentes.

Fonte: Banda B

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