Polícia Civil aponta grupo organizado em ataque a pai e filho em Umuarama
A Polícia Civil do Paraná afirmou ter elucidado a tentativa de homicídio qualificado ocorrida em 23 de junho de 2025 na avenida Paraná, em Umuarama. O ataque deixou feridos um homem de 38 anos e o pai dele, de 69 anos, atingidos por disparos de arma de fogo em plena área comercial da cidade.
Segundo a investigação conduzida pela 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama, o crime ocorreu por volta das 11h30, no trecho conhecido como Paraná das Cores, entre as ruas Governador Ney Braga e Piúna. Imagens de câmeras de segurança mostram que o autor dos disparos desceu de uma motocicleta, aproximou-se do veículo das vítimas e atirou contra o para-brisa, sem dizer qualquer palavra.
O homem de 38 anos, que conduzia o carro, foi atingido por três tiros e encaminhado ao hospital. O pai dele, de 69 anos, sofreu um ferimento de raspão, considerado de menor gravidade. Ambos são naturais do Maranhão e residiam em Umuarama.

As apurações indicam que o crime foi cometido por um grupo criminoso organizado, com participação de ao menos três pessoas e uso de três veículos. Os suspeitos teriam vindo de outros Estados, se hospedado em hotéis da região e adquirido uma motocicleta Honda CG 150 dois dias antes do atentado, paga via PIX no valor de R$ 7 mil.

Após os disparos, o executor abandonou a motocicleta e fugiu com apoio de um Hyundai Tucson e de um VW Gol, que seguiram para Três Lagoas (MS). Em dezembro de 2025, a Polícia Civil de Umuarama cumpriu mandado de busca e apreensão no município sul-mato-grossense, em ação conjunta com a Polícia Judiciária local.
A busca teve como alvo uma mulher de 27 anos, proprietária do Hyundai Tucson usado na fuga. Ela negou envolvimento no crime. O celular apreendido durante a diligência está sob análise da equipe de investigação.
De acordo com a Polícia Civil, três suspeitos já foram identificados e estão foragidos: Francisco Rodrigues de Oliveira, de 35 anos, Carlos Alves Castro, de 21 anos, e Roni Alves, de 29 anos, todos naturais do Maranhão. A corporação pede que informações sobre o paradeiro dos suspeitos sejam repassadas de forma anônima.





