Umuarama

Procon de Umuarama alerta para abusos em listas de material e uniformes escolares

Com a proximidade do início do ano letivo, o Procon de Umuarama registrou aumento nas reclamações de pais sobre material e uniforme escolar. Diante desse cenário, a Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor divulgou orientações oficiais. O objetivo é coibir práticas abusivas e garantir direitos previstos em lei.

Segundo o órgão, muitas queixas envolvem a chamada venda casada. Nesse caso, escolas condicionam a compra do uniforme a um único local. Geralmente, a exigência recai sobre a própria secretaria ou um comércio parceiro. No entanto, o Código de Defesa do Consumidor proíbe essa prática.

O que diz o CDC

De acordo com o CDC, o consumidor tem direito à livre escolha. Portanto, obrigar a compra em um local específico fere a livre concorrência. Além disso, limita a possibilidade de pesquisa de preços. Como resultado, famílias acabam pagando mais caro.

A secretária de Proteção e Defesa do Consumidor, Aline Cunha Martiolli, explica a diferença entre padronização e monopólio. “A escola pode definir modelo e cor, mas tem que disponibilizar o logotipo para outras malharias”, afirma. Segundo ela, impedir a concorrência prejudica diretamente os pais. “Se a escola monopoliza a venda, ela impede que você pesquise o melhor preço”, completa.

Outro ponto importante envolve itens de uso pessoal. Mochilas e estojos entram nessa lista. Conforme o Procon, escolas não podem exigir marcas ou modelos específicos desses produtos. Mesmo assim, essa prática ainda é comum.

Caso exista cláusula contratual impondo marca ou modelo, a regra é clara. Ainda que tenha sido assinada, ela é considerada nula. Isso ocorre porque a exigência é abusiva perante a legislação consumerista. Portanto, não tem validade legal.

Situações mais graves

Além disso, o Procon alerta para situações mais graves. Nenhuma escola pode impedir o aluno de frequentar aulas. Isso vale quando o uniforme foi feito em outra malharia. Também vale se a criança não estiver com a chamada mochila oficial. Desde que o padrão seja respeitado, não há irregularidade.

“Se a escola impede seu filho de entrar porque ele não está com a mochila oficial ou o uniforme foi feito fora do estabelecimento, denuncie ao Procon”, orienta Aline Martiolli. Segundo ela, a denúncia é essencial para coibir abusos recorrentes.

As reclamações podem ser feitas de forma anônima no Procon de Umuarama. Por fim, o órgão resume sua orientação em uma frase direta. “Educação não combina com abuso”.

Alex Nascimento

Recent Posts

PM de Pérola recupera Strada furtada em Iporã nesta sexta-feira; câmera registrou o furto

A Polícia Militar (PM) de Pérola recuperou uma Fiat Strada que tinha sido furtada algumas…

8 horas ago

Secretaria de Educação de Umuarama amplia oferta de refeições para alunos em férias

A Secretaria de Educação está ampliando a oferta de refeições para os alunos da rede…

8 horas ago

Equipe do Castrapet realiza mutirão de castrações gratuitas em cães e gatos

O Castrapet chegou a Umuarama nesta sexta-feira (9), e teve uma manhã movimentada na quadra…

9 horas ago

Mãe é presa suspeita de explorar sexualmente os filhos e vender imagens na internet

Uma mulher de 36 anos foi presa nesta quinta-feira (8) em Almirante Tamandaré, na Região…

10 horas ago

Escola do Hospital Cemil abre matrículas para o Curso Técnico em Enfermagem

O Centro de Educação Profissional São Francisco de Assis (CEP Cemil), instituição de ensino técnico…

10 horas ago

Prefeitura de Perobal inicia recuperação de erosão após chuvas intensas

Após as fortes chuvas registradas nos últimos dias, a Prefeitura de Perobal iniciou a recuperação…

10 horas ago

Este site utiliza cookies

Saiba mais