Brasil

“Elu/delu”: Lula sanciona proibição de linguagem neutra na administração pública

Linguagem neutra foi proibida na administração pública de todo o país após a sanção, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da lei que institui a Política Nacional de Linguagem Simples. O texto foi publicado nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União e impede o uso de novas formas de flexão de gênero e número que contrariem normas consolidadas da língua portuguesa.

A lei determina que órgãos das administrações direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios utilizem exclusivamente a norma oficial da língua portuguesa. O texto é assinado por Lula e pelos ministros Esther Dweck (Gestão e Inovação), Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União).

O dispositivo estabelece que os órgãos públicos não podem empregar estruturas que modifiquem regras gramaticais previstas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e no Acordo Ortográfico de 2008. Termos como “todes” e “elu”, associados à linguagem neutra, passam a ser vedados em comunicações oficiais.

O projeto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional em março e é de autoria da deputada federal Érika Kokay (PT-DF). Segundo o texto, a proibição abrange todas as esferas e Poderes da administração pública brasileira.

A nova legislação também disciplina o uso de linguagem simples em documentos e comunicados oficiais, com o objetivo de facilitar o entendimento por parte da população. Entre os princípios estão a transparência ativa, o acesso claro às informações públicas e a ampliação da participação social na gestão pública.

A norma prevê ainda que a comunicação destinada a pessoas com deficiência deve ser elaborada de forma acessível. Nos casos voltados a comunidades indígenas, deverá ser disponibilizada, sempre que possível, uma versão adicional no idioma do grupo destinatário.

Lula vetou um artigo que obrigava cada órgão a designar um servidor responsável pelo tratamento das informações em linguagem simples. O presidente argumentou que apenas o chefe do Executivo pode propor normas que alterem a organização administrativa, justificando o veto por inconstitucionalidade.

Leia também: Falha global na Cloudflare derruba sites e aplicativos no mundo inteiro

Luiz Fernando

Luiz Fernando é estudante de Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina e trabalha há três anos no portal OBemdito auxiliando na cobertura de notícias em Umuarama e região.

Recent Posts

Vestibular de Inverno da UEM será no domingo, com provas em Umuarama e mais 10 cidades

Os candidatos inscritos no Vestibular de Inverno 2026 da UEM (Universidade Estadual de Maringá) vão…

23 minutos ago

Motociclista morre após colisão traseira com caminhão na PR-486, em Brasilândia do Sul

Um motociclista de 29 anos morreu na manhã desta quarta-feira (8) após se envolver em…

39 minutos ago

MP denuncia quatro por morte de jovem em salto de rope jump

Ministério Público denunciou quatro pessoas pela morte de uma jovem de 21 anos durante um…

46 minutos ago

Mesmo após perder a casa em incêndio, pai trabalha e pede ajuda pelos filhos; vídeo

Logo após o incêndio que destruiu a residência da família nesta quarta-feira (8), em Umuarama,…

1 hora ago

Umuarama conquista quatro títulos na fase regional dos JAPs

Umuarama conquistou quatro títulos e três vice-campeonatos na fase regional dos Jogos Abertos do Paraná…

1 hora ago

Relatório aponta que pilotos ignoraram alertas antes da queda da Voepass

O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que…

1 hora ago

Este site utiliza cookies

Saiba mais