Umuarama

Fotógrafo de Umuarama registra a passagem do cometa Lemmon

O fotógrafo Asaff Saab de Souza, 32 anos, registrou a passagem do cometa Lemmon C/2025 A6 sob o ponto de vista de quem mora em Umuarama. A estimativa é de que o ‘visitante especial’ complete sua órbita a cada 1.350 anos, ou seja, ele deve demorar mais de 13 séculos para ficar visível novamente para os habitantes do planeta Terra.

No mês de outubro de 2025, o cometa Lemmon atingiu seu periélio, que é a fase de maior aproximação da Terra. No Brasil, ele permaneceu mais visível entre os dias 2 e 8 de novembro.

E foi justamente nesse período que Asaff conseguiu fotografar o gigante esverdeado. O registro aconteceu no dia 3 de outubro. O fotógrafo foi até a estrada Jurupoca e captou as imagens por volta das 19h30.

“O cometa Lemmon estava muito difícil de ver a olho nu. Fotografei com uma Canon 6d lente 85mm e, em seguida, fiz a técnica de empilhamento de 38 fotos pra manter a qualidade da imagem”, explicou o fotógrafo de Umuarama.

O Lemmon não foi o primeiro cometa que Asaff fotografou. No mês de setembro ele registrou o, então, recém-descoberto cometa não periódico C/2025 R2 (Swan). Um ano antes, em setembro de 2024, Asaff e outros fotógrafos de Umuarama trabalharam duro para conseguir fotografar o cometa C_2023 A3 (Tsuchinschan-Atlas).

Asaff é fotografo especializado em paisagens e tempestades, o chamado ‘Caçador de Tempestades’ (Storm Chaser). E mantém uma página no Instagram dedicada a mostrar suas fotografias.

Sobre o cometa Lemmon e outros que já registrou, ele conta que sempre procura estar atualizado sobre as novidades da astronomia. “Principalmente na área de cometas, pois podem proporcionar belas imagens”, afirmou.

A passagem do cometa Lemmon pela Terra

O Observatório Mount Lemmon foi o responsável por descobrir o cometa em janeiro de 2025. Ele possui tonalidade esverdeada. De acordo com especialistas, isso ocorre devido ao carbono diatômico na coma. Aliás, a cauda iônica estende-se por milhões de quilômetros. O núcleo mede cerca de 1 km de diâmetro.

Após sua passagem mais próxima pelo Brasil, o cometa Lemmon seguiu seu caminho hiperbólico pelo Sistema Solar interno. Pesquisadores estimam que ele tenha surgido no Sistema Solar primitivo, com idade estimada em 4,6 bilhões de anos. Sua composição inclui elementos formados na nebulosa solar original, permitindo estudos sobre origens planetárias sem interferência de processos geológicos terrestres.

Jaqueline Mocellin

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