Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Do contrabando ao feed: a saga de Sander, o ‘Cê Pita’, 12 anos depois do meme que conquistou o Brasil

Do contrabando ao feed: a saga de Sander, o ‘Cê Pita’, 12 anos depois do meme que conquistou o Brasil
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 25 de outubro de 2025 às 13h26 - Modificado em 25 de outubro de 2025 às 13h44

Há doze anos, o paranaense Marcos Sander entrou para o hall dos personagens inesquecíveis da internet brasileira. Tudo começou com uma abordagem da Polícia Rodoviária Estadual na PR-323, em Cianorte, quando ele foi detido transportando nada menos que 17,5 mil maços de cigarros paraguaios. Questionado, deu a explicação que mudaria sua vida: “É para consumo próprio”.

A declaração, dada em entrevista ao repórter William Souza, da Rede Massa, foi o estopim. Marcos viralizou nas redes sociais, especialmente pela fala: “Cê num pita, não? Que bom, mas eu pito. Eu pito muito”. O vídeo, até hoje, acumula mais de 1,1 milhão de visualizações.

Agora, mais de uma década depois, o “Cê Pita” segue famoso e soube transformar a exposição em projeto digital. Com 38 mil seguidores no Instagram e quase 20 mil no TikTok, ele virou influenciador, participa de podcasts, faz parcerias e mantém o meme vivo, sempre com bom humor.

Da perseguição ao capotamento: o dia que virou lenda

Em 2013, Marcos estava ao volante de um Monza abarrotado de cigarros escoltado por outros dois homens em outro carro, quando foi surpreendido pela PRE. Na fuga, apagou os faróis, mas não conseguiu escapar.

“Rapaz, aquele Monza não é de Deus, não. Eu tava dirigindo com o farol apagado, a polícia logo atrás dos meninos que faziam a escolta, e o cigarro bagunçou tudo dentro do carro: caiu em cima de mim, foi parar debaixo das minhas pernas… Eu já tava dirigindo só com a pontinha da mão, até que perdi o controle. O carro girou, veio uma tsunami de poeira, capotou e parou longe, uns 80 metros pra baixo”, relembra.

De pedreiro a candidato a vereador: a vida além do meme

Longe das telas, Marcos trabalha como pedreiro e já tentou uma vaga na Câmara Municipal de Quirinópolis (GO) em 2020, pelo Solidariedade. Nas redes, ele divide com os seguidores desde memes e versões da música sertaneja inspirada em sua história até receitas e cenas do dia a dia.

Se em 2013 a fama veio sem querer, hoje é cultivada com consciência e um toque de ironia. Prova de que, às vezes, a história não acaba no capotamento: ela renasce, share por share, like por like.

(OBemdito com informações do site GMC Online)

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