Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Empresário acusado de jogar amante grávida de penhasco vai a júri popular no Paraná

Empresário acusado de jogar amante grávida de penhasco vai a júri popular no Paraná
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 21 de outubro de 2025 às 12h54 - Modificado em 21 de outubro de 2025 às 13h06

O empresário Marcione Souza de Oliveira vai a júri popular acusado de matar Jackeline Liliane dos Santos, de 29 anos, ao arremessá-la de um penhasco no Salto das Orquídeas, em Sapopema, nos Campos Gerais do Paraná. A decisão é do Juízo da Vara Criminal de Curiúva. O crime ocorreu em 27 de abril deste ano.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), o réu responderá por feminicídio, aborto e fraude processual. A vítima estava grávida e mantinha um relacionamento extraconjugal com o acusado havia cerca de dois anos.

De acordo com as investigações, Marcione levou Jackeline e um casal de amigos até o local, conhecido pelas trilhas e cachoeiras de difícil acesso. Durante a caminhada, o empresário se afastou com a jovem e, ao ficarem isolados, a arremessou contra as pedras, provocando lesões fatais.

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Inicialmente, o caso foi tratado como acidente, mas os laudos periciais apontaram indícios de homicídio. Ainda conforme o inquérito, Marcione, casado e pai de três filhos, não aceitava a gestação da vítima. Em março, ele teria tentado provocar um aborto ao oferecer um refrigerante misturado com medicamento abortivo, mas sem sucesso.

A acusação, representada pelos advogados Fernando Madureira e Thais Cristina Machinski, atua em nome da família da vítima. “As investigações mostraram que se tratou de um homicídio premeditado, causado pelo simples fato de a vítima estar grávida e o réu não querer a gestação”, afirmou Madureira à Ric Record.

O advogado destacou ainda que o envio do réu a júri popular é um passo essencial para a responsabilização pelo crime, que tirou a vida de uma mulher e do bebê que ela esperava.

Se condenado, o empresário pode pegar até 50 anos de prisão. Ele segue preso preventivamente.

A defesa de Marcione Souza de Oliveira não foi localizada pela reportagem.

(OBemdito com informações da Banda B e Ric Record)

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