Advogada suspeita de golpes em Umuarama alegou dificuldades financeiras à PCPR
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) divulgou novas informações a respeito da investigação de uma advogada de Umuarama suspeita de aplicar golpes contra diversas pessoas na cidade. Até o momento, a PCPR contabiliza 14 boletins de ocorrência relacionados ao caso. Esses boletins estão sendo apurados por meio de diferentes procedimentos investigativos na unidade policial.
Além das informações divulgadas na manhã desta quinta-feira (23), no final da tarde a Polícia Civil repassou mais alguns detalhes da investigação.
“A respeito da investigação envolvendo uma advogada de Umuarama, a Polícia Civil informa que, em determinado procedimento, foi verificado que a suspeita havia sido interrogada. Em seu interrogatório, negou ter agido com a intenção de aplicar golpes, afirmando que o inadimplemento das dívidas decorreu de dificuldades financeiras”, informa a nota policial.
A nota segue: “Também reconheceu os débitos, declarou que busca quitá-los gradualmente e negou estar ocultando patrimônio ou pretendendo deixar o país. A Polícia Civil ressalta que essa é a versão apresentada pela investigada, a qual será confrontada com os demais elementos de prova produzidos no curso da investigação”.
Conforme a PCPR, a suspeita ainda não foi localizada, motivo pelo qual não foi possível realizar um novo interrogatório. A 7ª Subdivisão Policial (7ª SDP) de Umuarama não divulgou o nome da advogada suspeita.
Casos neste ano
De acordo com a Polícia Civil, ainda não é possível determinar desde quando os supostos golpes vinham sendo praticados. No entanto, a corporação informou que todos os boletins de ocorrência atualmente em investigação foram registrados ao longo de 2026.
A polícia também não confirmou os valores dos prejuízos apontados pelas vítimas nem detalhou as modalidades dos supostos golpes, em razão do sigilo das investigações.
Investigação sobre advogada continua
Segundo a PCPR, as diligências seguem em andamento para esclarecer os fatos, identificar todas as circunstâncias dos crimes noticiados e responsabilizar os envolvidos.
Manifestação da OAB
OBemdito solicitou à subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se a entidade de classe iria se manifestar sobre o caso. Em nota, um representante da subseção da OAB de Umuarama informou que houve deliberação sobre o assunto nesta quinta-feira.
“Neste caso não iremos nos manifestar institucionalmente, neste momento, pois em que pese seja uma advogada, os atos em tese ilícitos não foram no exercício da profissão”, informou a subseção.
*Reportagem atualizada às 19h44 para inserção da nota da OAB Umuarama.
(As informações são da Polícia Civil do Paraná)





