(Foto Rudson de Souza/OBemdito)
O desmoronamento do aterro nos dois lados do suporte de uma tubulação sob a PR-323, em Umuarama, voltou a comprometer a segurança de um dos principais trechos da rodovia. O problema, que é recorrente, ocorreu na madrugada deste sábado (18), entre o viaduto Alexandre Ceranto e o trevo do Gaúchão, no setor urbano da cidade.
De acordo com a meteorologista Bianca Ângelo, do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o volume de chuva na madrugada foi considerável. Entre 4h45 e 9h, período de precipitação mais intensa, foram registrados 32,9 milímetros, que é quantidade suficiente para sobrecarregar o sistema de drenagem e acelerar o processo de erosão no local.
O afundamento do aterro comprometeu parte da pista da direita, que foi sinalizada para evitar novos incidentes. Motoristas devem redobrar a atenção, e o tráfego de caminhões pesados está sendo desaconselhado nesse ponto da via.
A situação, porém, não é nova. A cada episódio de chuva forte, o aterro cede, e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) realiza obras de reconstrução nos mesmos moldes anteriores, o que já se mostrou insuficiente para conter a força das águas que descem das partes mais altas da cidade.
O ponto crítico recebe grande volume de enxurradas provenientes da avenida Castelo Branco, que canaliza águas pluviais das áreas centrais de Umuarama e as direciona para o córrego Pinhalzinho. A força dessas correntes escava a base do aterro, causando sucessivos desmoronamentos nas margens da estrutura da tubulação.
O site OBemdito entrou em contato com o plantão da assessoria de comunicação do Governo do Estado e com a comunicação do DER-PR para questionar as medidas emergenciais e se há estudos técnicos para uma obra definitiva que elimine o risco de novos deslizamentos. Uma nota foi enviada nesta tarde, e publicada abaixo.
A PR-323 é uma das principais ligações rodoviárias do Noroeste do Paraná e sofre com problemas estruturais antigos, agravados por deficiências no escoamento de águas pluviais em trechos urbanos de Umuarama. O problema deve ser resolvido com a concessão da rodovia, que começa a ganhar forma com leilão marcado para o dia 23 de outubro, na B3, a Bolsa de Valores do Brasil, em São Paulo.
A expectativa é de que a nova concessão garanta não apenas duplicação e modernização de pistas, mas também melhorias urbanas, passarelas, ciclovias e novos viadutos. O investimento abrange centenas de quilômetros e promete alterar significativamente a mobilidade e a segurança viária em uma região historicamente marcada pelo tráfego intenso e por acidentes.
O DER/PR informa que o km 298+500 da PR-323 em Umuarama registra ponto de erosão do terreno ao lado da pista, causado pelo excesso de chuvas na região, que superou a capacidade de drenagem do trecho.
No momento está interditado o taper, trecho da pista que faz a transição entre a rodovia e um retorno no local, com as duas faixas de tráfego operando normalmente. O DER/PR realizou a sinalização emergencial e está monitorando a situação.
Está sendo providenciada a contratação emergencial de obra para recompor o terreno, recuperar o sistema de drenagem de águas e reparar danos no pavimento
(*Matéria atualizada às 13h30 deste sábado (18))
(Com imagens de Rudson de Souza/OBemdito)
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