Carinho e respeito: Joana Müller, que encerrou sua carreira docente na escola de Serra dos Dourados - Fotos: Danilo Martins/OBemdito
Vinte anos dedicados à educação. Joana Müller, 62 anos, comemora a aposentadoria com a certeza do dever cumprido. Neste 15 de Outubro, OBemdito conversou com ela em sua residência, no Patrimônio Umuarama.
Após 15 anos de atuação no Colégio Estadual Lourenço Filho, do distrito de Serra dos Dourados, Joana deixa a escola feliz pelo trabalho acolhedor e pela relação de respeito e confiança que pôde construir com os alunos.
Ela conta que o último dia de trabalho foi marcado por uma homenagem emocionante: “Alunos e colegas formaram um corredor e me colocaram no centro, me aplaudiram, em um gesto espontâneo de carinho e reconhecimento ao trabalho que dediquei à escola”.
Corredor de aplausos: após 15 anos na escola, pedagoga é homenageada por alunos em despedida comovente – Vídeo: Gilson Meira
Pedagoga de formação, Joana atuou na área de orientação e acompanhamento dos estudantes, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e escolar de pré-adolescentes e adolescentes da comunidade.
Mesmo diante dos desafios naturais de um ambiente de escola pública, Joana diz sempre ter mantido uma postura positiva. “Foi uma convivência harmoniosa com todos… Fiz da rotina escolar um espaço de diálogo”, orgulha-se.
Joana diz que em sua carreira na docência, iniciada em 2005, sempre foi comprometida em lutar por uma educação de qualidade. Não se limitava às tarefas do cargo; ia além, buscando constantemente novas formas de ensinar, acolher e inspirar seus alunos.
“Nunca fui de fazer apenas o básico, porque sempre acreditei na força transformadora da educação; nas batalhas diárias, lutei muito pelos meus direitos e também pelos direitos do meu aluno, que merece ensino de qualidade, merece aprender com dignidade e afeto”, declara.
Mas garante que não é boazinha. “Sou durona quando preciso, sim, mas geralmente resolvo as poucas crises que surgem com facilidade; a gente conhece a história dos alunos… Tem aluno que não tem pra quem pedir apoio e só pode contar com a pedagoga”.
Essa confiança construída se reflete nas palavras dos próprios estudantes: “Eles costumam dizer ‘a senhora é brava, mas é justa’… Isso não só me comove, como também me orgulha”.
Entre as lembranças dessa convivência, Joana mostra o que chama de “baú de lembranças”: uma caixa cheia de cartinhas, desenhos e mensagens que recebeu dos alunos e que guarda com todo zelo em sua biblioteca.
Para ela, cada uma dessas recordações representa o vínculo e o afeto criados ao longo de sua trajetória. “Sua influência em minha vida é imensa; sempre que enfrento desafios, penso em como você lidaria com a situação e tento seguir seu exemplo”, escreve o estudante Luiz Eduardo, numa cartinha fofa que Joana colocou num porta-retrato.
Ele prossegue: “Sua profissão me inspira a ser uma pessoa melhor… Agradeço por ser uma referência em minha vida… Eu me comprometo a trabalhar e incorporar suas qualidades em minhas ações…”.
Para Joana, essas declarações amorosas são a certeza de que deixou sua marca na vida de muitos jovens e na história da escola, onde, segundo ela, o respeito, o diálogo e o cuidado sempre foram parte essencial do seu trabalho.
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