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Preço do pão de queijo alto nos aeroportos mantém tarifas mais baixas, diz diretor da Anac

Preço do pão de queijo alto nos aeroportos mantém tarifas mais baixas, diz diretor da Anac.
Foto: Freepik
Preço do pão de queijo alto nos aeroportos mantém tarifas mais baixas, diz diretor da Anac
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 13 de outubro de 2025 às 16h24 - Modificado em 13 de outubro de 2025 às 16h36

O diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Sousa Pereira, afirmou nesta segunda-feira (13) que os altos preços cobrados em produtos como pão de queijo e café nos aeroportos brasileiros ajudam a manter as tarifas de embarque mais baixas do mundo e a sustentar financeiramente as concessões. A declaração foi feita durante o evento Regulation Week, organizado pela FGV Direito Rio.

“Pode levantar a mão quem não acha o preço do pão de queijo nos aeroportos alto. É caro comer um pão de queijo, tomar um café: R$ 40, R$ 50, mas tem um motivo por trás disso”, disse o diretor. Segundo ele, essa receita adicional permite que as tarifas de embarque se mantenham acessíveis. “A tarifa internacional de embarque em Guarulhos e no Galeão é de US$ 10 a US$ 13. Em aeroportos do Caribe, chega a US$ 200”, acrescentou.

Após o evento, Pereira explicou que a maioria das concessões aeroportuárias no país não seria sustentável com as tarifas atuais, tornando as receitas não tarifárias — como as obtidas com lojas e restaurantes — essenciais para o caixa das concessionárias.

O diretor destacou ainda que, enquanto a parte aeronáutica das concessões é fortemente regulada pela Anac, o segmento comercial dos terminais não é, o que faz com que cada aeroporto adote sua própria estratégia de preços. “O passageiro é obrigado a pagar a tarifa de embarque, então a gente regula. Agora, a parte comercial não é regulada”, pontuou.

Durante o painel, Pereira também comentou a discussão sobre a cobrança de IPTU em aeroportos concedidos à iniciativa privada, tema que divide opiniões e chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que o equilíbrio econômico-financeiro das concessões “depende de tudo: da receita tarifária e, no caso do setor aeroportuário, também da receita não tarifária”.

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