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Vereador de Cianorte e irmão são presos sob suspeita de fabricar e vender remédios

Foto: PCPR
Vereador de Cianorte e irmão são presos sob suspeita de fabricar e vender remédios
Redação - OBemdito
Publicado em 9 de outubro de 2025 às 18h15 - Modificado em 9 de outubro de 2025 às 18h49

Na manhã desta quinta-feira (9), o vereador Rafael Araújo (PL), de Cianorte, no Noroeste do Paraná, foi preso durante uma operação da Polícia Civil batizada de “Fake Fitness”. Também foi detido o irmão do parlamentar, o empresário Rodrigo dos Santos. Ambos são investigados por envolvimento na fabricação e comercialização clandestina de suplementos para emagrecimento.

De acordo com as investigações, os produtos eram vendidos como fitoterápicos por meio de redes sociais e plataformas digitais, sem qualquer autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A esposa do vereador também foi conduzida à delegacia, mas foi liberada após prestar depoimento.

Segundo a Polícia Civil (PCPR), o vereador de Cianorte e seu irmão mantinham fábricas clandestinas equipadas com estrutura para envase, rotulagem e distribuição dos produtos.

Durante o cumprimento de mandados de busca, foram apreendidos materiais diversos, incluindo: Arma de fogo com munições sem registro legal, 4 caixas de morfina, medicamento de controle especial, máquina envasadora de cápsulas, cerca de 7 kg de cápsulas não identificadas, 355 caixas de medicamentos e suplementos, alguns rotulados para venda, 2,5 mil bulas e 4 mil embalagens para frascos, 112 unidades de suplemento de café e 5 de colágeno, 17 rolos de rótulos e 15 rolos de fita adesiva para lacre, 940g de sílica dessecante e outras embalagens diversas.

O delegado Luiz Fernando Alves, responsável pela investigação, informou que os produtos apreendidos serão submetidos à perícia para identificar a composição química. A polícia também apura o possível envolvimento de outros suspeitos.

Em nota oficial, a Câmara Municipal de Cianorte declarou que não foi comunicada formalmente sobre a prisão do vereador e que aguarda os desdobramentos do caso. A instituição reiterou o compromisso com a legalidade e com a colaboração junto aos órgãos de controle.

A defesa dos investigados ainda não se manifestou sobre o caso.

(OBemdito, com informações do G1)

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