O delegado da Polícia Civil em Icaraíma, Thiago Andrade Inácio, carrega pá na área onde buscas foram retomadas (IMAGENS: RUDSON DE SOUZA / OBEMDITO)
Equipes policiais retomaram às 11h30 deste sábado (13) as buscas para localizar os corpos dos quatro homens desaparecidos em Icaraíma, no noroeste do Paraná. O trabalho, que deverá incluir novas escavações, está concentrado nas imediações de onde o carro dos cobradores paulistas foi encontrado soterrado na tarde de ontem (12).
Apuração do OBemdito revela que as autoridades não descartam a hipótese de que os corpos tenham sido carbonizados e depois enterrados, numa tentativa de ocultar provas e dificultar a elucidação do crime. Uma escavadeira foi levada ao local para remover galhos e vegetação, enquanto policiais da Militar Ambiental fazem uma varredura detalhada da área.
Dois cães farejadores de Curitiba estão sendo deslocados para Icaraíma, por avião. A expectativa é cheguem ao local no meio da tarde. Também está confirmada a atuação do Corpo de Bombeiros. O delegado Thiago Andrade, da delegacia da Polícia Civil em Icaraíma, acompanha de perto a força-tarefa.
A retomada das buscas acontece após uma madrugada intensa da força-tarefa, que se estendeu até as 5h deste sábado.
As apurações tomaram um novo rumo após a entrega de uma carta anônima ao pai de Alencar Gonçalves de Souza, produtor rural de Icaraíma que contratou os cobradores Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira para realizar uma cobrança de dívida contraída por Antonio Buscariollo e o filho dele, Paulo Ricardo Buscariollo. Ambos são os principais suspeitos dos desaparecimentos e seguem foragidos.
Foi graças a esse bilhete que os investigadores conseguiram chegar ao paradeiro da Fiat Toro branca usada pelos paulistas. A carta foi deixada na porteira da propriedade rural da família de Alencar, embrulhada em uma sacola plástica, numa aparente tentativa de garantir que o material resistisse à chuva.
Um detalhe chama atenção: o autor do bilhete fala diretamente sobre a localização dos corpos, mas não menciona o veículo. Isso reforça a suspeita de que a pessoa que escreveu a mensagem tenha acesso a informações privilegiadas e conheça os bastidores do crime.
Além disso, o texto chama o pai de Alencar por um nome usado apenas por pessoas próximas (Carlito), indicando que o autor tem intimidade com a família.
Com a carta em mãos e as novas evidências encontradas no local, a Polícia Civil acredita estar mais próxima de resolver o caso, considerado um dos mais complexos e violentos já registrados na região. As diligências continuam neste sábado, com a expectativa de que novos elementos sejam descobertos ainda hoje.
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