Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, declarou nesta terça-feira (2) que provas documentais, testemunhos e registros confirmam que o ex-presidente Jair Bolsonaro liderou uma tentativa de golpe de Estado. Segundo ele, a articulação buscava manter o ex-chefe do Executivo no poder após a derrota eleitoral em 2022.
“Não há como negar fatos praticados publicamente, planos apreendidos, diálogos documentados e bens públicos deteriorados”, afirmou Gonet em sua sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF).
O procurador citou a minuta de decreto golpista encontrada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, além de depoimentos de ex-comandantes militares. Entre eles, Marco Antônio Freire Gomes, do Exército, e Carlos de Almeida Baptista Júnior, da Aeronáutica, que confirmaram ter recebido propostas de decretos autoritários em reunião com Bolsonaro.
Ainda mais, Gonet destacou documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) em endereços ligados aos acusados. Entre os materiais, estavam planos identificados como Operação 142, Punhal Verde e Amarelo e Copa 2022. Este último previa até a eliminação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, e dos então eleitos Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.
“O golpe foi minuciosamente planejado, com etapas descritas em detalhes”, disse o procurador. Para ele, as provas desmontam a narrativa das defesas de que não houve intenção de romper a ordem democrática.
Em relação direta a Bolsonaro, Gonet citou reuniões ministeriais, discursos de 7 de setembro e falas em vídeo. Em todas, segundo ele, houve intenção clara de insuflar militantes contra o sistema eleitoral e contra ministros do Supremo. “A escalada da agressividade discursiva não era episódica, mas parte de uma estratégia autoritária”, reforçou.
O julgamento no STF envolve Bolsonaro e outros sete ex-auxiliares. Eles respondem por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, atentado violento ao Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio público. As penas, em caso de condenação, podem ultrapassar 40 anos.
A análise ocorre na Primeira Turma do Supremo, em Brasília, e deve se estender até 12 de setembro. O processo é transmitido ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça e canal oficial do STF no YouTube.
(OBemdito com informações Agência Brasil)
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