Cotidiano

Avó com Alzheimer e sem falar, é deixada pela nora para tomar sol e tem parte do braço arrancada por cão

Uma idosa de 89 anos foi atacada por um cachorro e sofreu ferimentos graves no braço no início da tarde desta segunda-feira (25), em Maringá. O caso ocorreu na Rua Vila Rica, no Jardim Liberdade.

Segundo familiares, a vítima, que faz uso de cadeira de rodas e tem Alzheimer em estágio avançado, estava na área externa da casa para tomar ar quando foi atacada. A nora contou que a deixou no local e, cerca de meia hora depois, encontrou o cachorro mordendo o braço da idosa.

Como a vítima não fala, não conseguiu pedir socorro. O animal chegou a arrancar parte da pele e da carne do braço.

O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados e prestaram os primeiros atendimentos no local. Em seguida, a mulher foi levada ao Hospital Universitário de Maringá, onde permanece internada em estado grave.

De acordo com o sargento do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência, a situação é delicada e exige cuidados médicos intensivos. A Polícia Militar foi chamada para apurar as circunstâncias do ataque.

Alzheimer

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, o pensamento e o comportamento. É a forma mais comum de demência e geralmente se manifesta em pessoas acima dos 65 anos, embora também possa surgir mais cedo.

Os primeiros sinais costumam estar relacionados à perda de memória recente, como esquecer compromissos, nomes ou onde guardou objetos, mas ao longo do tempo a condição evolui e passa a comprometer atividades simples do dia a dia, como se alimentar, tomar banho ou reconhecer familiares.

Além da perda de memória, o Alzheimer pode causar desorientação no tempo e no espaço, dificuldades de comunicação, alterações de humor, apatia e, em fases avançadas, dependência total de cuidados.

A causa exata ainda não é totalmente conhecida, mas sabe-se que a doença está relacionada ao acúmulo anormal de proteínas no cérebro, como a beta-amiloide e a tau, que levam à morte progressiva dos neurônios.

Fatores genéticos, idade avançada e histórico familiar aumentam o risco, enquanto hábitos saudáveis, como prática de atividade física, alimentação equilibrada e estímulo cognitivo, podem contribuir para reduzir a probabilidade de desenvolvimento.

Embora não exista cura, há tratamentos que ajudam a retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida, incluindo medicamentos que atuam sobre neurotransmissores e terapias de estimulação cognitiva e ocupacional.

O apoio familiar e profissional é essencial, já que os pacientes gradualmente perdem a autonomia e necessitam de acompanhamento contínuo.

(OBemdito com informações do Plantão Maringá)

Rudson de Souza

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