A suspeita é que o erro tenha ocorrido no momento da emissão de um dos CPFs, quando não foi feita a devida conferência do nome das mães (Foto GMC Online)
Um caso inusitado e cheio de transtornos finalmente começou a ser resolvido em 2025. Gilmar José da Silva, morador de Maringá, enfrentava há 20 anos problemas com seu Cadastro de Pessoa Física (CPF), que coincidentemente tinha os mesmos dados: número, nome completo e data de nascimento de outro Gilmar José da Silva, este natural de Arroio do Tigre (RS). Ambos nasceram em 11 de setembro de 1963 e só recentemente a duplicidade foi oficialmente comprovada.
A coincidência gerou uma sucessão de problemas: benefícios do INSS foram confundidos, dívidas e empréstimos bancários foram atribuídos erroneamente e até a aposentadoria chegou a ser bloqueada.
O Gilmar de Maringá, hoje com 62 anos, se aposentou por tempo de contribuição; já o Gilmar gaúcho recebe aposentadoria por acidente de trabalho. Durante anos, eles sequer sabiam que disputavam os mesmos benefícios.
“Perdi três meses de aposentadoria, tive dinheiro retirado da minha conta e ainda fiquei sem meu CPF por alguns dias. Isso já nos causou muito constrangimento”, relata o paranaense.
A confusão foi tamanha que gerou até registro de boletins de ocorrência, um deles tramitando na delegacia de estelionato. Em outro episódio, familiares do Gilmar gaúcho chegaram a ter contas bloqueadas por suspeita de fraude.
A sobrinha Simone da Silva, responsável por movimentar a conta do tio, transferia valores da aposentadoria para sua conta pessoal antes de repassá-los em espécie ao aposentado. A rotina simples virou dor de cabeça quando sua conta e de pessoas próximas ficaram bloqueadas por ordem judicial. “Você não tem ideia do incômodo que isso gerou”, lamenta.
O desfecho começou em 11 de agosto de 2025, quando o Gilmar de Maringá percebeu uma movimentação estranha em uma conta vinculada ao seu CPF. Ao checar o extrato, encontrou uma transferência com chave Pix de uma mulher de sobrenome Silva, a sobrinha do Gilmar gaúcho. O contato entre as famílias revelou, enfim, a origem da confusão.
A suspeita é que o erro tenha ocorrido no momento da emissão de um dos CPFs, quando não foi feita a devida conferência do nome das mães, informação essencial para evitar duplicidades.
Agora, a Receita Federal emitiu um novo CPF para o Gilmar do Rio Grande do Sul, e a família já providencia a regularização de todos os documentos. O INSS foi notificado e deve ajustar os benefícios após a atualização cadastral. “Depois de tanto tempo, parece que finalmente vamos ter paz”, conclui o Gilmar de Maringá.
(OBemdito com informações e imagem da GMC Online)
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