Paraná

Após nove dias, vítimas da explosão em fábrica em Quatro Barras são oficialmente identificadas

As nove pessoas que morreram na explosão de uma fábrica em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) foram oficialmente identificadas pelos órgãos oficiais. A identificação após o incidente – ocorrido na Anaex Brasil no último dia 12 e que também deixou outras sete pessoas feridas – só foi possível, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR) após os trabalhos de identificação genética de vestígios e papiloscopia e análise de impressões digitais, realizados pela Polícia Científica e Polícia Civil, respectivamente.

Apesar da empresa Anaex já ter divulgado a lista das vítimas, a oficialização dos nomes só ocorreu nesta quinta-feira (21). Ao todo, três mulheres e seis homens morreram. São eles:

  • Camila de Almeida Pinheiro
  • Cleberson Arruda Correa
  • Eduardo Silveira de Paula
  • Francieli Goncalves de Oliveira
  • Jessica Aparecida Alves Pires
  • Marcio Nascimento de Andrade
  • Pablo Correa dos Santos
  • Roberto dos Santos Kuhnen
  • Simeão Pires Machado

“Desde o primeiro momento, todos os esforços foram concentrados para garantir uma identificação precisa e respeitosa das vítimas, utilizando o que há de mais avançado em tecnologia e perícia. Nosso compromisso é com a verdade, transparência e, acima de tudo, com o acolhimento das famílias. Seguimos empenhados para esclarecer todos os detalhes dessa tragédia.”, afirmou o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira.

A SESP também afirma que aproximadamente mil vestígios das vítimas foram encontrados e analisados nos laboratórios das políciais Civil e Científica. O protocolo adotado para a identificação se chama “Disaster Victim Identification (DVI)”, reconhecido por ser utilizado em situações envolvendo várias vítimas. O protocolo individualiza os vestígios, buscando reduzir o prazo da identificação das vítimas.

Desde o incidente, aproximadamente 80 profissionais empenharam esforços para separação de amostras biológicas no local do ocorrido. Laboratórios concentraram-se exclusivamente no caso para agilizar a situação e os resultados.

“Diante da complexidade do cenário, os trabalhos exigiram coleta minuciosa de vestígios e a integração de diferentes equipes forenses, garantindo rigor técnico e celeridade no processo. Essa integração permitiu que as identificações fossem concluídas em cerca de 10 dias, um tempo rápido diante da complexidade da ocorrência”, afirma Leonel Letnar, chefe da Divisão Operacional da Polícia Científica do Paraná.

A investigação sobre a explosão ainda segue em andamento, segundo a SESP.

*Com informações Banda B.

Luiz Fernando

Luiz Fernando é estudante de Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina e trabalha há três anos no portal OBemdito auxiliando na cobertura de notícias em Umuarama e região.

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