Fotos: Stephanie Gertler
Arte centenária, o judô busca despertar a melhor parte do ser humano em sua mais pura essência. Com um código moral que contempla virtudes como o autocontrole, amizade, prosperidade e respeito mútuo, a arte marcial de origem japonesa tornou-se um esporte verdadeiramente útil para todos, devido não apenas à sua capacidade inclusão, mas também aos benefícios para a saúde que advêm da prática.
Com os avanços contínuos da ciência o diagnóstico de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) se tornou mais acessível, permitindo que famílias encontrem, com maior facilidade, atividades específicas para o desenvolvimento infantil. Essa evolução não apenas facilita a identificação do transtorno, mas também amplia a oferta de práticas voltadas ao estímulo cognitivo, motor e social, ajudando a tornar a rotina dessas crianças mais adaptada e confortável.
Um dos principais obstáculos enfrentados por crianças com TEA está na interação social. As dificuldades de comunicação e expressão podem levar ao retraimento ou isolamento, reforçando a importância de abordagens que favoreçam o desenvolvimento das habilidades sociais.
“É nesse cenário que o judô surge como um aliado de peso. A prática da modalidade não se limita ao aspecto físico: dentro do tatame, ela cria oportunidades para a socialização, melhora da autoconfiança e estímulo à disciplina”, explicou Sensei Juan Jimenz.
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Na Associação de Judô Juan Jimenez, por exemplo, crianças atípicas a partir dos 4 anos podem participar de treinos de judô. De acordo com sensei Juan, responsável pelas aulas, o método traz ganhos importantes para o desenvolvimento infantil:
“O judô e o autismo têm uma relação muito importante e benéfica, que contribui bastante para acabar com o preconceito e promover esse processo de inclusão”, afirma.
Independentemente de condição física ou mental, o judô é reconhecido por seus efeitos amplos. Entre crianças e adolescentes, a modalidade traz ganhos físicos, sociais e emocionais, como:
“Quanto mais cedo começa a prática, mais rápido os resultados se tornam perceptíveis”, destacou sensei Juan.
O vínculo entre judô e autismo também já foi estudado por pesquisadores da Universidade da Flórida Central que analisaram os efeitos da prática em 14 crianças e adolescentes com TEA, com idades entre 8 e 17 anos. O estudo concluiu que o judô contribuiu para ampliar a interação social entre alunos autistas e não autistas.
Além disso, os pesquisadores identificaram melhora significativa em aspectos como força, equilíbrio, atenção e coordenação, reforçando o papel da modalidade como ferramenta de inclusão social e de desenvolvimento integral.
Os efeitos positivos, segundo Jimenez, não ficam restritos ao espaço de treino. “Os alunos demonstram avanços também em situações do cotidiano, como correr, saltar e subir escadas, além de apresentarem aumento da autoestima e maior segurança para enfrentar desafios”, disse.
Para o professor, a prática vai além do esporte. “A prática do judô, associada ao acompanhamento pedagógico e social, se apresenta como uma ponte de inclusão e de transformação para crianças com TEA. A convivência no tatame, a superação de desafios e o respeito às regras e ao próximo são vistos como elementos que reverberam para além do esporte, influenciando positivamente as relações familiares, escolares e comunitárias”, finalizou.
A Associação de Judô Juan Jimenez está localizada na Avenida Rotary, 3216, em frente ao Condomínio EcoGarden. O espaço oferece aulas para crianças e adultos, com possibilidade de agendamento de aulas experimentais.
Os interessados podem entrar em contato pelo WhatsApp (44) 99908-7982. O atendimento ocorre às segundas, quartas e sextas-feiras, das 8h às 10h30 e das 16h às 20h, e às terças e quintas-feiras, das 8h às 11h e das 13h30 às 20h.
Mais informações estão disponíveis no site boxctu.centrion.com.br e nos perfis do Instagram: @judojuanjimene.z, @juanjimene.z e @boxctu_umuarama.
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