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Judô favorece autonomia e interação de crianças com Transtorno do Espectro Autista

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Fotos: Stephanie Gertler
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Publicado em 19 de agosto de 2025 às 18h12 - Modificado em 7 de janeiro de 2026 às 17h21

Arte centenária, o judô busca despertar a melhor parte do ser humano em sua mais pura essência. Com um código moral que contempla virtudes como o autocontrole, amizade, prosperidade e respeito mútuo, a arte marcial de origem japonesa tornou-se um esporte verdadeiramente útil para todos, devido não apenas à sua capacidade inclusão, mas também aos benefícios para a saúde que advêm da prática.

Com os avanços contínuos da ciência o diagnóstico de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) se tornou mais acessível, permitindo que famílias encontrem, com maior facilidade, atividades específicas para o desenvolvimento infantil. Essa evolução não apenas facilita a identificação do transtorno, mas também amplia a oferta de práticas voltadas ao estímulo cognitivo, motor e social, ajudando a tornar a rotina dessas crianças mais adaptada e confortável.

Desafios sociais do autismo

Um dos principais obstáculos enfrentados por crianças com TEA está na interação social. As dificuldades de comunicação e expressão podem levar ao retraimento ou isolamento, reforçando a importância de abordagens que favoreçam o desenvolvimento das habilidades sociais.

“É nesse cenário que o judô surge como um aliado de peso. A prática da modalidade não se limita ao aspecto físico: dentro do tatame, ela cria oportunidades para a socialização, melhora da autoconfiança e estímulo à disciplina”, explicou Sensei Juan Jimenz.

Leia também: Sensei Juan é o único de Umuarama, em atividade, a conquistar 3º grau na faixa preta no judô

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Foto: Stephanie Gertler

Judô como ferramenta de inclusão

Na Associação de Judô Juan Jimenez, por exemplo, crianças atípicas a partir dos 4 anos podem participar de treinos de judô. De acordo com sensei Juan, responsável pelas aulas, o método traz ganhos importantes para o desenvolvimento infantil:

  • Habilidades motoras: melhora da coordenação e do controle corporal.
  • Socialização: incentivo à interação com colegas e professores em um ambiente seguro.
  • Autoconfiança: fortalecimento da autoestima ao conquistar novas habilidades.
  • Bem-estar emocional: redução do estresse e da ansiedade por meio da prática estruturada.

“O judô e o autismo têm uma relação muito importante e benéfica, que contribui bastante para acabar com o preconceito e promover esse processo de inclusão”, afirma.

Benefícios gerais do judô

Independentemente de condição física ou mental, o judô é reconhecido por seus efeitos amplos. Entre crianças e adolescentes, a modalidade traz ganhos físicos, sociais e emocionais, como:

  • força, velocidade e resistência;
  • coordenação motora;
  • equilíbrio e agilidade;
  • flexibilidade;
  • inteligência e autocontrole;
  • sociabilidade e senso de responsabilidade;
  • paciência, disciplina e respeito ao próximo.

“Quanto mais cedo começa a prática, mais rápido os resultados se tornam perceptíveis”, destacou sensei Juan.

Evidências científicas

O vínculo entre judô e autismo também já foi estudado por pesquisadores da Universidade da Flórida Central que analisaram os efeitos da prática em 14 crianças e adolescentes com TEA, com idades entre 8 e 17 anos. O estudo concluiu que o judô contribuiu para ampliar a interação social entre alunos autistas e não autistas.

Além disso, os pesquisadores identificaram melhora significativa em aspectos como força, equilíbrio, atenção e coordenação, reforçando o papel da modalidade como ferramenta de inclusão social e de desenvolvimento integral.

Impactos dentro e fora do tatame

Os efeitos positivos, segundo Jimenez, não ficam restritos ao espaço de treino. “Os alunos demonstram avanços também em situações do cotidiano, como correr, saltar e subir escadas, além de apresentarem aumento da autoestima e maior segurança para enfrentar desafios”, disse.

Para o professor, a prática vai além do esporte. “A prática do judô, associada ao acompanhamento pedagógico e social, se apresenta como uma ponte de inclusão e de transformação para crianças com TEA. A convivência no tatame, a superação de desafios e o respeito às regras e ao próximo são vistos como elementos que reverberam para além do esporte, influenciando positivamente as relações familiares, escolares e comunitárias”, finalizou.

Judô Favorece Autonomia E Interação De Crianças Com Tea
Foto: Reprodução/IA

Onde praticar

A Associação de Judô Juan Jimenez está localizada na Avenida Rotary, 3216, em frente ao Condomínio EcoGarden. O espaço oferece aulas para crianças e adultos, com possibilidade de agendamento de aulas experimentais.

Os interessados podem entrar em contato pelo WhatsApp (44) 99908-7982. O atendimento ocorre às segundas, quartas e sextas-feiras, das 8h às 10h30 e das 16h às 20h, e às terças e quintas-feiras, das 8h às 11h e das 13h30 às 20h.

Mais informações estão disponíveis no site boxctu.centrion.com.br e nos perfis do Instagram: @judojuanjimene.z, @juanjimene.z e @boxctu_umuarama.

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Foto de Stephanie Gertler

Stephanie Gertler

Fotógrafa há mais de 16 anos, graduada em Jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba. Atualmente, atua como jornalista no OBemdito.