Foto: Divulgação/Porto de Santos/Agência Brasil
Entraram em vigor nesta quarta-feira (6) as novas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. A medida, anunciada na semana passada pelo presidente norte-americano Donald Trump, afeta cerca de 36% das mercadorias exportadas ao mercado estadunidense. Ao todo, representam 4% das exportações totais do Brasil.
Produtos como café, frutas e carnes passaram a pagar a nova alíquota. Por outro lado, suco de laranja, combustíveis, fertilizantes, minérios e aeronaves civis ficaram de fora do tarifaço. Cerca de 700 itens brasileiros não foram incluídos na medida.
O tarifaço faz parte da política comercial protecionista adotada por Trump. A estratégia busca enfrentar a perda de competitividade dos Estados Unidos frente à China. Desde abril, Washington passou a aplicar tarifas com base no saldo da balança comercial com cada país. Como há superávit com o Brasil, o país foi inicialmente taxado em 10%. Agora, a alíquota subiu para 50%.
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Trump justificou o aumento como resposta a decisões do governo Lula que, segundo ele, prejudicam empresas norte-americanas de tecnologia. Também citou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro como um fator que teria “impacto geopolítico”, elevando a tensão entre os dois países.
Especialistas ouvidos apontam motivações políticas. A medida seria uma reação ao fortalecimento do Brics e à proposta do bloco de adotar moedas alternativas ao dólar em transações internacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu em pronunciamento no domingo (3). Disse que o Brasil não aceita ser tratado como “republiqueta” e reafirmou o compromisso com o uso de moedas alternativas.
O governo federal prepara um plano de contingência para empresas prejudicadas pelas tarifas. A estratégia inclui crédito facilitado e estímulo a contratos com órgãos públicos.
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que terras raras e minerais críticos poderão ser incluídos nas negociações com os EUA. Esses insumos são essenciais para a indústria de tecnologia e representam uma das maiores disputas entre Washington e Pequim.
Haddad também destacou que o setor cafeeiro pode ser beneficiado caso os Estados Unidos aceitem rever a tarifa sobre o grão. No mesmo dia em que Trump assinou o tarifaço, a China autorizou a exportação de café por 183 empresas brasileiras, aumentando a expectativa de novos mercados.
(OBemdito com informações Agência Brasil)
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