Paraná

Quem está por trás dos envenenamentos que já mataram 17 animais em Altônia?

A cidade de Altônia enfrenta uma série de mortes de animais de rua por envenenamento. A mais recente denúncia foi feita pelo vereador Eduardo Aparecido de Faria, voluntário da associação Focinhos e Bigodes e atuante na causa animal. Segundo ele, pelo menos 16 cães e um gato foram envenenados nos últimos meses em diferentes regiões do município.

No boletim de ocorrência registrado nesta semana na Polícia Civil, o parlamentar relata que quatro cães: Arizona, Malhado, Amarelo e Pretinha, foram encontrados mortos na madrugada de quarta-feira (30) no Jardim Belo Horizonte. “Dois desses animais ainda receberam atendimento da veterinária Camila Caldeira, mas não resistiram”, afirma o documento.

O vereador também informou que na semana anterior seis cães morreram envenenados na região da Estrada Paineira. Além disso, há cerca de um a dois meses, um gato pertencente a uma moradora faleceu após suspeita de envenenamento. A Polícia Civil informou que está analisando imagens de câmeras de segurança na tentativa de identificar os responsáveis.

“Estamos diante de uma sequência de crimes. Esses animais são cuidados por voluntários, recebem ração, água e até castração com apoio de ONGs. Não dá mais para ficar calado diante disso”, disse o vereador em entrevista a OBemdito. Ele integra há mais de 11 anos a associação Focinhos e Bigodes, grupo que atua com lares temporários e alimentação de animais em situação de rua.

Lana Caroline da Silva Pinheiro, voluntária e moradora da região onde ocorreu a última sequência de mortes, também prestou relato sobre os cães. “Eu moro ali há um ano e já cuidava deles desde então. Todo dia alimentava com ração. Uma das fêmeas até foi castrada pela associação”, contou. Ela relata que encontrou Arizona espumando pela boca e sem chance de socorro, seguido pela morte dos outros três animais em sequência. “Foram quatro vidas tiradas por envenenamento”, lamenta.

A comoção levou a Prefeitura de Altônia a emitir uma nota pública de repúdio, classificando os atos como “inadmissíveis, desumanos e criminosos”. A gestão municipal reforçou que maltratar ou envenenar animais configura crime ambiental, conforme a Lei Federal nº 9.605/98, sujeito a reclusão e multa. “As ações estão sendo acompanhadas pelas autoridades competentes e encaminhadas para investigação e responsabilização dos envolvidos”, diz o texto.

O município também prometeu reforçar ações de fiscalização e campanhas de conscientização contra os maus-tratos, pedindo à população que denuncie casos semelhantes pelos canais oficiais.

Rudson de Souza

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