Foto: Ilustrativa/Photobac/Deposit Photos
Uma menina de 12 anos morreu no último domingo (13) após sofrer complicações durante um parto emergencial. O caso aconteceu no Centro Materno-Infantil (CMI) de Betim, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). A criança, que estava grávida de oito meses, havia dado entrada na unidade hospitalar na sexta-feira (11), em estado gravíssimo. A morte gerou comoção e, da mesma forma, levantou questionamentos sobre as circunstâncias da gestação e do atendimento prestado.
De acordo com a Prefeitura de Betim — responsável pela gestão do CMI —, diante da gravidade do quadro clínico, a equipe médica encaminhou imediatamente a menina à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e realizou um parto de emergência. No entanto, ela não resistiu às complicações gestacionais e faleceu.
“Diante da gravidade do quadro clínico, foi necessário encaminhá-la imediatamente para o CTI e realizar um parto de emergência. A paciente, no entanto, não resistiu e faleceu. O bebê permanece internado, recebendo todos os cuidados médicos necessários”, informou a administração municipal por meio de nota.
O recém-nascido continua internado na unidade, sob supervisão constante da equipe médica.
Após a menina de 12 anos morrer, a família recebeu apoio psicológico oferecido pela instituição. A prefeitura esclareceu que o caso envolve relação sexual com menor de idade e que as autoridades competentes já notificaram o ocorrido, conforme determina a legislação vigente.
“Por se tratar de caso que envolveu relação sexual com menor, o CMI notificou, no sábado (12) – conforme a legislação vigente e em comum acordo com os órgãos de proteção –, o Ministério Público e o Conselho Tutelar. Compete agora a esses órgãos o acompanhamento do caso e a eventual abertura de inquérito junto à Polícia Civil”, informou a prefeitura.
De acordo com as informações da Polícia Civil de Minas Gerais, foi instaurado um inquérito policial para apurar o crime de estupro de vulnerável. Porém, não forneceu detalhes sobre a identidade do pai do bebê.
“As investigações estão em andamento pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher em Betim. Outras informações serão repassadas em momento oportuno, de forma a não comprometer o andamento do inquérito”, afirmou a corporação em nota oficial.
A reportagem questionou por que os órgãos de proteção à criança e ao adolescente foram acionados somente no oitavo mês da gestação, considerando a gravidade da situação. Até o momento, não houve retorno por parte das autoridades responsáveis.
(OBemdito com informações Banda B)
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