Estudo do ONS aponta que sem novos leilões de potência, haverá violação de critérios de confiabilidade já a partir de 2025, com agravamento até 2029 (Foto Ilustrativa/freepik)
O Brasil corre risco de não conseguir suprir a demanda de energia nos horários de pico e, por isso, a ONS defende a volta do horário de verão. Os apagões podem acontecer especialmente no fim do dia, nos próximos cinco anos, caso novos leilões de potência não sejam realizados.
O alerta consta no Plano da Operação Energética (PEN) 2025, divulgado na terça-feira (8) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Segundo o documento, o país poderá ter que recorrer com frequência ao despacho de usinas térmicas para evitar apagões, especialmente a partir de outubro de 2025.
O cenário decorre do crescimento acelerado das fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, que não produzem energia de forma consistente durante o período noturno, exatamente quando há maior necessidade de potência.
“Observa-se, em todo o horizonte, necessidade de elevado despacho térmico adicional ao previsto para atendimento energético”, destaca o ONS. Como alternativa emergencial, o órgão não descarta recomendar o retorno do horário de verão, suspenso em 2019, para atenuar o consumo durante a ponta do sistema.
O PEN 2025 projeta um aumento de 36 GW de capacidade instalada até 2029, atingindo 268 GW, com a energia solar – incluindo mini e microgeração distribuída (MMGD), assumindo a segunda posição na matriz elétrica brasileira, com 32,9% de participação.
Apesar disso, o risco de falta de potência (LOLP) já aparece em 2025 e se agrava entre 2026 e 2029, com violação do nível de confiança nos seguintes períodos:
O ONS recomenda com urgência a realização de leilões anuais de reserva de capacidade na forma de potência, pois, segundo o relatório, as violações aos critérios de garantia aumentam a cada ano.
Um leilão de reserva de potência, previsto para agosto de 2023, foi cancelado após judicializações e revogação das regras em abril deste ano pelo Ministério de Minas e Energia. Com isso, a disputa que contrataria geração a partir de hidrelétricas e termelétricas foi suspensa sem nova data definida.
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que está pronta para retomar o processo, caso uma nova portaria ministerial seja publicada. “Todo o aprendizado e os documentos redigidos, como a consulta pública, poderão ser aproveitados em uma nova instrução”, disse a agência.
O documento do ONS também chama atenção para a entrada de novas cargas especiais, como datacenters e plataformas de produção de hidrogênio verde, que possuem baixa flexibilidade operativa e alta exigência de potência, sobretudo durante a noite.
O relatório destaca que essas cargas impactam diretamente o equilíbrio do sistema e exigem planejamento dedicado. “Atenção especial deve ser dada no atendimento dessas cargas no período de ponta noturno, momento no qual o sistema já apresenta maior dificuldade de suprimento”, conclui o ONS.
A situação expõe a urgência de ações estruturais para evitar um colapso na capacidade de entrega de energia em horários críticos, mesmo com a expansão das fontes renováveis. Sem novas contratações de potência, a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) pode ficar comprometida.
OBemdito com informações da Agência Brasil
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