Bastião sinalizou com marcação firme a presença de odor humano em um duto de escoamento da represa, conforme a foto (Corpo de Bombeiros)
O corpo da idosa Maria Aparecida Correia, de 79 anos, foi encontrado na manhã desta terça-feira (1º) em um lago de um pesqueiro no bairro Dom Bosco, em Umuarama, graças em especial à atuação do cão farejador Bastião, do 3º Batalhão de Bombeiro Militar de Londrina, que veio de helicóptero para as buscas na Capital da Amizade.
Especializado em buscas em áreas rurais, o pastor belga mallinois, de 4 anos, sinalizou com marcação firme a presença de odor humano em um duto de escoamento da represa. A indicação foi decisiva para que o Corpo de Bombeiros solicitasse o esvaziamento parcial do lago, onde o corpo foi localizado.
Bastião é conduzido pelo cabo Felipe Jammes Valle Teixeira. Apesar de serem treinados prioritariamente para localizar pessoas vivas, a dupla foi essencial no desfecho da ocorrência. Outros dois cães, Horus e Taz, da 4ª Companhia Independente de Bombeiros de Cianorte, também auxiliaram nas buscas, sob condução do sargento Rafael de Souza Vaz.
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Segundo o major César Perdoncini, da 2ª Companhia Independente de Bombeiros Militares de Umuarama (2ª CIBM), que coordenou a operação, o trabalho dos cães foi inicialmente dificultado pela movimentação de familiares da vítima ao redor da área do pesqueiro.
“Ainda assim, o cão indicou fortemente a possibilidade da presença da idosa ali. Ontem já havíamos feito buscas com embarcação e sonar. Hoje, com a represa mais baixa, confirmamos o óbito”, disse.
Maria Aparecida estava desaparecida desde a manhã de domingo (29), quando saiu de casa, por volta das 6h40, enquanto familiares dormiam. Câmeras de segurança registraram a idosa, que sofria de Alzheimer e fazia uso de medicamentos controlados, caminhando sozinha em direção ao pesqueiro.
Ela morava com a irmã e um sobrinho na rua Dom Eugênio, no mesmo bairro. Não era a primeira vez que Maria se ausentava: há cerca de 15 anos, ela foi encontrada na área rural de Maria Helena, município vizinho.
O corpo da idosa foi recolhido por peritos da Polícia Científica e encaminhado ao Instituto Médico Legal de Umuarama, onde passou por exames antes da liberação para os atos fúnebres.
O major Perdoncini reforçou a importância de agir rapidamente em casos de desaparecimento, especialmente com pessoas com doenças cognitivas. “Não é necessário esperar 24 horas. Quanto mais cedo os órgãos competentes forem acionados, maiores as chances de encontrar com vida.”
Na imagem acima, o sargento Souza Cruz e seus cinco cães: Zeus, Horus, Thor, Taz e Oss
Os cães de busca do Paraná compõem uma das equipes mais especializadas do país em resgates de grande porte, com atuação destacada em tragédias como o rompimento da barragem em Brumadinho (2019) e as enchentes no Rio Grande do Sul (2023-2024).
Integrantes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil paranaense, esses animais passam por rigoroso treinamento de 18 a 24 meses antes de serem certificados para missões reais.
Labradores, pastores alemães e belgas malinois são as raças preferenciais devido ao olfato apurado (capaz de detectar humanos a até 3 metros de profundidade) e resistência física.
Em Brumadinho, a equipe paranaense localizou 14 vítimas em meio a 12 milhões de m³ de rejeitos, trabalhando em turnos exaustivos de 12 horas.
No RS, os cães atuaram em cenários complexos de alagamentos, identificando sobreviventes em escombros submersos onde equipamentos eletrônicos falhavam.
A excelência desses animais se deve ao método de treinamento que simula situações reais com ruídos, cheios fortes e terrenos instáveis.
Cada cão trabalha com um único condutor, criando sintonia que aumenta em 40% a eficiência nas buscas.
O Paraná mantém a única equipe do Sul do Brasil capacitada para resgates em estruturas colapsadas (tipo USAR), reconhecida pela ONU em 2022.
Nas últimas operações, alcançaram índice de 82% de acertos em localizações, superando a média internacional de 75%.
(Com imagens das redes sociais do Corpo de Bombeiros do Paraná e de Danilo Martins/OBemdito)
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