O empresário Carlos Roberto Dota, proprietário da Dudota - Fotos: Danilo Martins/OBemdito
Começou com uma panela no fogão de casa, em Umuarama, passou por uma pequena sede e hoje a fábrica de doces Dudota ocupa um barracão de 550m². Este é o resumo da trajetória da empresa que produz paçoca, canudo recheado com doce de leite e pé-de-moleque
São duas toneladas desses doces por dia, quantidade que consome 16 toneladas de açúcar e 20 toneladas de amendoim por mês [este, ‘importado’ da região de Paranavaí, maior produtora do Estado].
Com forte presença nas festas juninas, a empresa vê as vendas saltarem 50% entre junho e julho, e já percebe aumento de 30% em maio, antecipando o movimento típico da temporada. A isso, acrescenta-se o frio, que motiva as pessoas a comer doce.
Carlos Roberto Dota, 54 anos, fundador da fábrica de doces Dudota, relembra os primeiros passos do negócio, iniciado em 1998, no Jardim Panorama. “Era tudo muito simples: fazia em casa, com minha esposa ajudando na produção e nas entregas”, conta.
A virada aconteceu quando a igreja do bairro, com o intuito de colaborar na geração de empregos, cedeu um barracão para a instalação da fábrica. “À época, o índice de desemprego era alto, então foi uma ajuda importante não só para nós”, observa Dota.
A empresa doces Dudota permaneceu no espaço por alguns anos, até que o crescimento das vendas exigiu mais estrutura. “Foi um passo de cada vez, mas sempre com muito foco em vendas. Eu sabia que, se cuidasse bem disso, o restante viria”, destaca Dota.
Na avaliação de Dota, a estratégia deu certo. Com uma rede sólida de contatos no setor de vendas e atenção especial à distribuição, a marca conquistou primeiro o mercado local, depois o regional.
“Temos representantes nas regiões de Cascavel, Francisco Beltrão, Guarapuava, Paranavaí… Chegamos a aproximadamente cem municípios, incluindo alguns dos estados vizinhos, Mato Grosso do Sul e São Paulo”, informa Dota.
No momento, ele se concentra para dar outro passo importante: conquistar o mercado curitibano com os doces Dudota. “Já entramos em Curitiba, mas para crescer lá precisamos aumentar a produção, o que me leva a investir em mais uma fábrica, que deverá ficar pronta no ano que vem; esta, será só para atender a Capital”, avisa.
A marca Dudota se expandiu não só produzindo, mas também revendendo os chamados doces de boteco. Além da loja anexa à fábrica, que fica à margem da PR 232, tem mais duas no centro de Umuarama. A rede gera 40 empregos.
Entre os cerca de 50 itens [que não fabrica] mais vendidos estão torrone, pipoca doce, suspiro colorido, maria mole, maria mole na casquinha de sorvete, doce de abóbora, pé-de-moça e cocada.
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Hoje, com produção independente e estrutura consolidada, Dota se orgulha da trajetória. “O que mais me satisfaz é ver que conseguimos crescer com dignidade, gerando renda e mantendo a qualidade dos produtos”.
Ele e Maria Aparecida Rocha de Almeida [ex-mulher] administram a rede de empresas doces Dudota em parceria com os filhos Lucas, Jonas e Daniel. “Este é o meu time… Somos uma família bastante dedicada, razão pela qual credito o sucesso do negócio”, arremata Dota.
Dizem os especialistas que as pessoas apreciam doces de boteco devido a uma combinação de fatores; um deles é biológico: ao ingerirmos, nosso cérebro libera dopamina, que causa prazer e bem-estar.
Outro fator é a nostalgia associada às memórias afetivas que, normalmente, remete a momentos felizes da infância ou a encontros com amigos e familiares em festas do interior, criando um vínculo emocional forte com esses sabores.
Aliás, a experiência de compartilhar e desfrutar desses quitutes em um ambiente descontraído como o boteco ou em festas juninas é outro fator declarado. O ambiente, com sua atmosfera informal e descontraída, favorece a socialização.
E tem mais um: a tradição… eles fazem parte da cultura brasileira, têm valor histórico, além de afetivo. É pura paixão!… nacional, diga-se de passagem.
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