Apesar da retórica firme e da celebração pública do ataque inicial, Donald Trump tem adotado um tom ambíguo sobre o envolvimento direto dos Estados Unidos na guerra (Foto redes sociais Irã)
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, detalhou neste domingo (22), em coletiva de imprensa no Pentágono, a ofensiva militar norte-americana que atingiu três complexos nucleares do Irã — Fordow, Natanz e Esfahan — na madrugada anterior. O ataque foi batizado de “Midnight Hammer” (“Martelo da Meia-Noite”, em tradução livre).
De acordo com Hegseth, foram utilizadas 14 bombas antibunker MOP GBU-57, de 13 toneladas cada, lançadas por sete bombardeiros B-2, em um movimento que ele classificou como “o maior ataque operacional com aeronaves B-2 da história dos Estados Unidos”. A operação envolveu mais de 125 aeronaves militares no total.
“As ambições nucleares do Irã foram obliteradas”, declarou o secretário, exaltando a precisão da missão. “Quando o presidente [Donald Trump] fala, o mundo deve ouvir”, acrescentou, reforçando o tom de força e dissuasão da ação.
As bombas MOP (Massive Ordnance Penetrator) são conhecidas por sua capacidade de perfurar estruturas subterrâneas reforçadas, sendo especificamente desenvolvidas para atingir bunkers a dezenas de metros de profundidade. Com mais de 6 metros de comprimento e projetadas para missões altamente especializadas, elas só podem ser transportadas por bombardeiros B-2, uma das aeronaves mais sofisticadas da frota americana.
O ataque acontece em meio a uma escalada de tensões no Oriente Médio, após Israel lançar uma ofensiva contra o Irã, acusando o regime de Teerã de estar prestes a desenvolver uma arma nuclear. O governo iraniano, por sua vez, alega que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos e que estava em negociação com os EUA antes da deflagração do conflito.
O presidente Donald Trump celebrou a missão como “um grande sucesso”, afirmando em rede social: “Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Agora é hora de paz!”.
O Irã ainda não respondeu oficialmente ao ataque. A comunidade internacional observa com preocupação os desdobramentos da ofensiva, temendo uma reação em cadeia no cenário geopolítico global.
O presidente dos Estados Unidos teria optado por adiar uma nova ofensiva militar contra o Irã, segundo informações divulgadas pelo jornal The Wall Street Journal neste domingo. A decisão, de acordo com a publicação, visa aguardar uma possível recuada do regime iraniano em relação ao seu programa nuclear.
A medida ocorre em meio à escalada de tensão no Oriente Médio, impulsionada pelo recente bombardeio das Forças Armadas americanas contra instalações nucleares iranianas. Apesar da retórica firme e da celebração pública do ataque inicial, Trump tem adotado um tom ambíguo sobre o envolvimento direto dos Estados Unidos na guerra entre Israel e Irã.
Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de entrar plenamente no conflito ou sobre uma eventual tentativa de mudança de regime em Teerã, o presidente tem evitado respostas claras. Em algumas ocasiões, responde com novas perguntas ou declarações vagas, como: “Talvez sim, talvez não”.
A estratégia de Trump parece manter a pressão sobre o Irã sem acionar, ao menos por ora, um novo confronto direto. Fontes próximas à Casa Branca afirmam que o presidente espera que o impacto dos ataques iniciais seja suficiente para desestabilizar o programa nuclear iraniano e forçar Teerã a negociar.
No entanto, a comunidade internacional segue em alerta diante da possibilidade de novos ataques, enquanto especialistas alertam que a ausência de uma posição firme pode agravar ainda mais a instabilidade regional.
Com informações da agências internacionais
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