Umuarama

Rodovia ou floresta? Trecho urbano da PR-323 vira armadilha para motoristas em Umuarama

A falta de manutenção nos canteiros da PR-323, em Umuarama, noroeste, tem causado transtornos e preocupação entre motoristas que trafegam diariamente pela rodovia. O mato alto tomou conta do trecho urbano e encobre placas de sinalização, dificultando a visibilidade e comprometendo a segurança dos usuários.

Desde fevereiro, não há registro de roçadas no local. O problema se agravou nas últimas semanas, aumentando o risco de acidentes nos pontos mais críticos.

“Está impossível de ver a sinalização. O mato tomou conta de tudo. A gente vai no rumo. O que estão esperando para cortar o mato, um acidente grave, com muitas mortes, para depois resolver a situação?”, questiona um motorista que utiliza o trecho todos os dias a trabalho.

Além da pista principal, a vegetação também avança sobre as marginais, atrapalha a visão de retornos e bloqueia a visibilidade nos viadutos da rodovia.

Fotos é vídeo: Danilo Martins/OBemdito

Nos últimos meses, ao menos dois acidentes graves ocorreram em trechos tomados pelo mato. Em um deles, um caminhão carregado com cimento colidiu contra uma ambulância após ser atingido por um carro que tentava fazer uma conversão. Uma pessoa morreu e outras dez ficaram feridas. Em outro caso, um motociclista morreu ao ser atingido por uma caminhonete S-10, também durante uma tentativa de conversão.

Para os motoristas, a situação crítica não se limita ao perímetro urbano de Umuarama. Trechos mais distantes e até outras rodovias estaduais enfrentam problemas semelhantes. “É uma situação de abandono. A gente vê isso em vários pontos do Paraná”, afirma outro condutor.

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) confirmou que o serviço de roçada ainda não foi realizado e prometeu uma solução emergencial.

“O processo está atualmente na etapa de análise de propostas de empresas. A perspectiva é de realizar essa contratação até o final do mês ou início do mês que vem, com os serviços sendo iniciados na sequência”, informou o órgão por meio de nota.

Enquanto isso, motoristas seguem trafegando em meio ao matagal, guiando-se mais pela experiência do que pela sinalização — que deveria estar à vista.

Rodrigo Mello

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Pato Branco (Unidep), tem especialização em Docência e Gestão do Ensino Superior pela Universidade Paranaense (Unipar). Com 23 anos de experiência, trabalhou em portais de notícia, assessoria de imprensa, TV e rádio. Foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e secretário municipal de Comunicação entre os anos de 2010 e 2013. Atualmente, é jornalista no portal OBemdito, onde escreve sobre política, educação, saúde, cidadania e segurança pública.

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