Cotidiano

Divulgada foto de suspeito de intermediar assassinato de miss e empresário em Altônia

A Polícia Civil confirmou neste sábado (7) a prisão de quatro envolvidos no assassinato brutal da jovem Bruna Zucco Segantin, então Miss Altônia, de 21 anos, e do empresário Valdir de Brito Feitosa, de 30. Ambos foram mortos em março de 2018, e os corpos foram encontrados carbonizados dentro de um veículo incendiado, em um caso que gerou comoção nacional pela violência.

A Operação Miss, que marca a fase ostensiva das investigações, foi deflagrada nas cidades de Palmas (PR), Pato Branco (PR) e Balneário Camboriú (SC). Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão. A ação foi coordenada pela 16ª Delegacia Regional de Altônia, com apoio da 5ª Subdivisão de Pato Branco, da Delegacia de Palmas e do grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial).

Segundo o delegado Reginaldo Caetano, que conduz o caso, o crime foi motivado por uma disputa territorial entre o tráfico e o contrabando de drogas na região de fronteira. Valdir era o alvo principal da execução. Bruna, segundo a investigação, foi morta apenas por estar em sua companhia, sem qualquer envolvimento com crimes.

A polícia identificou que o crime teve planejamento minucioso, incluindo a contratação de um pistoleiro de outro estado, destruição de provas e coação de testemunhas. Um dos executores tatuou o rosto de uma mulher na mão, possivelmente em referência à Miss Altônia.

Entre os presos estão o mandante, de 39 anos, capturado em um apartamento com porta blindada, o que exigiu o uso de explosivos para entrada da polícia. Também foram detidos homens de 44, 43 e 26 anos, todos envolvidos na execução do crime.

Apesar do avanço, a Polícia Civil ainda procura por Eliezer Lopes de Almeida, de 47 anos, apontado como o intermediador entre o mandante e os executores. Ele é natural de Pato Branco, tem mandado de prisão preventiva expedido e está foragido.

“A elucidação desse crime representa um dos desfechos mais importantes da segurança pública recente da nossa região. Trabalhamos todos esses anos com poucos elementos, mas com a firme convicção de fazer justiça”, afirmou o delegado Caetano.

A investigação durou sete anos, sendo dificultada pelo incêndio do carro com os corpos e o desaparecimento de provas. O caso marcou profundamente a comunidade de Altônia, especialmente pela morte de Bruna, jovem conhecida e querida na cidade.

Rudson de Souza

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