Umuarama

Policiais homenageiam sargento que recebeu alta após 70 dias de internamento

Um grupo de policias militares prestou uma emocionante homenagem ao sargento Salim Bergamo, que recebeu alta hospitalar após um longo período de internação devido à Síndrome de Guillain-Barré, uma doença considerada rara.

A homenagem aconteceu em frente ao Hospital Cemil, nesta terça-feira (13) onde Salim esteve internado por mais de 70 dias. Os policiais, amigos de longa data do sargento, se reuniram no local para recepcioná-lo com aplausos, mensagens de apoio e demonstrações de carinho.

Os policiais são da sede do 2º Pelotão da 3ª Companhia do Batalhão de Polícia Ambiental, do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) e do 25º Batalhão da Polícia Militar (BPM), com sede em Umuarama.

Logo após a saída do hospital, seguiram, em comboio de viaturas, a ambulância que o conduziu até sua residência.

Em casa, Salim foi recebido com emoção pela esposa, os dois filhos, a mãe e mais colegas de farda. Em um momento de união e fé, os militares realizaram uma oração, agradecendo pela recuperação parcial do sargento. Durante o reencontro, mesmo ainda em recuperação, Salim demonstrou bom humor, fazendo piadas leves com os companheiros.

O sargento Hugo Freitas, da Polícia Ambiental, destacou a trajetória de Salim na corporação. “São 25 anos de serviços prestados à Polícia Militar, sendo 20 anos somente na Polícia Ambiental. É o policial mais antigo no nosso pelotão”, afirmou. Segundo ele, Salim é muito querido pelos colegas, que acompanharam com preocupação sua luta nos últimos meses.

A internação teve início no dia 28 de fevereiro, após Salim Bergamo apresentar sintomas neurológicos que surgiram logo após ele ter contraído dengue. Exames realizados na ocasião confirmaram o diagnóstico de Síndrome de Guillain-Barré.

A doença é um distúrbio autoimune raro, em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, responsáveis pela conexão entre o cérebro e o restante do corpo.

Geralmente, é desencadeada por infecções prévias e se manifesta por fraqueza muscular progressiva, podendo evoluir para quadros graves. A incidência da síndrome é estimada entre 1 a 4 casos a cada 100 mil habitantes, com maior ocorrência entre pessoas de 20 a 40 anos.

(Reportagem: Daniel Oliveira – Umuarama Ilustrado)

Leonardo Revesso

Graduado em Direito pela Unipar, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e especializando em Neurociência do Consumo pela ESPM. Tutor da Olívia, da Ludi e da Mila. Está no jornalismo há 27 anos (iniciou aos 15). No OBemdito escreve sobre política e consumo.

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