Saúde

Surto de sarampo em estados vizinhos leva Paraná a reforçar prevenção

Com a confirmação de casos de sarampo em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul em 2025, ainda que alguns sejam considerados importados, o Paraná acende o alerta para evitar o retorno da doença, erradicada no estado desde 2020.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância da vacinação como principal ferramenta de prevenção.

Altamente contagioso, o sarampo é transmitido por secreções respiratórias expelidas ao tossir, espirrar ou falar. O vírus permanece ativo no ar por várias horas, o que facilita a disseminação mesmo sem contato direto.

O secretário de Saúde, Beto Preto, destacou que é fundamental proteger não apenas crianças, mas também adolescentes e adultos.

“Estamos focando nas regiões de fronteira com São Paulo e intensificando a imunização de profissionais com contato direto com viajantes, como os que atuam em hotéis e postos de combustível”, afirmou.

A Sesa solicitou ao Ministério da Saúde o envio de novas doses para reforçar a vacinação de pessoas que receberam a última aplicação há mais de dez anos.

A meta é garantir a proteção contínua da população. A vacinação ocorre de forma permanente nos postos de saúde com a aplicação da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e da tetraviral (que inclui varicela), ambas disponíveis gratuitamente pelo SUS. Em maio, o Dia D da Multivacinação e a campanha nas escolas buscarão ampliar a cobertura.

O esquema vacinal prevê duas doses até os 29 anos e uma dose entre 30 e 59 anos. Profissionais de saúde, independentemente da idade, devem tomar duas doses.

Em 2024, o Paraná atingiu 100% de cobertura na primeira dose da tríplice viral, mas apenas 88% na segunda. Em 2025, os índices estão em 110% e 75%, respectivamente — o que reforça a necessidade de mobilização.

Profissionais da saúde pública e privada devem manter atenção para suspeitas de sarampo e realizar notificações imediatas às autoridades sanitárias.

Os principais sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e conjuntivite. Casos suspeitos devem ser isolados por pelo menos cinco dias após o surgimento das manchas.

(OBemdito com informações da AEN)

Rudson de Souza

Jornalista e historiador, construiu sua trajetória entre o jornalismo impresso e o digital, com atuação em diferentes editorias e foco na reportagem, na investigação jornalística, na apuração rigorosa e no relacionamento com fontes. Possui especializações em Toolkit de IA para News, pela Google News Initiative, e em Storytelling e Técnicas de Apresentação: Conceitos Gerais de Comunicação, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

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