(ARQUIVO/AGÊNCIA BRASIL)
O inverno no Paraná em 2025, que vai de 20 de junho a 20 de setembro, deve ser marcado por temperaturas dentro da média histórica para o Paraná, mas com eventuais ondas de frio mais intensas em episódios pontuais, segundo projeções dos principais institutos de meteorologia.
A informação vem de órgãos como o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e o Climatempo.
Na região de Umuarama, noroeste do Estado, a previsão é de clima predominantemente seco e variações mais acentuadas de temperatura, com possibilidade de geadas fracas durante picos de massa de ar polar.
De acordo com o Simepar, junho e julho tendem a registrar os menores índices térmicos do ano, com madrugadas frias e tardes de sol, fenômeno típico da atuação de massas de ar polar que atravessam o sul do Brasil.
Registros históricos apontam que os termômetros podem alcançar mínimas próximas ou abaixo de 5 °C em alguns dias, sobretudo nas áreas rurais do noroeste paranaense.
“O inverno deve ser típico da região, mas a atuação de frentes frias pode trazer episódios de geada, principalmente entre final de junho e início de julho”, afirma a meteorologista do Simepar, Rebeca Gonçalves.
Além dos episódios de frio intenso, a expectativa é de um inverno no Paraná mais seco em comparação com o outono deste ano.
O Inmet ressalta que a passagem do fenômeno El Niño para neutralidade climática tende a inibir volumes elevados de chuva, mantendo o solo seco e aumentando os riscos de queimadas principalmente em áreas agrícolas.
Os acumulados de chuva previstos para a estação, até setembro, devem ficar abaixo da média, com possíveis precipitações concentradas em poucos eventos, geralmente associados à passagem de frentes frias.
Em Umuarama e municípios vizinhos, os moradores devem se preparar para uma diferença significativa entre as temperaturas das manhãs e das tardes.
O clima continental, típico do noroeste, favorece noites frias e tardes mais amenas ou até quentes, em dias de céu limpo. A amplitude térmica pode chegar a 15 °C em julho, repetindo padrões observados em invernos anteriores.
A população deve estar atenta à incidência de geadas, que podem afetar pequenas propriedades rurais da região. O Simepar alerta ainda para o risco de aumento de doenças respiratórias típicas do inverno, em razão do tempo seco e da concentração de poluentes, principalmente em áreas urbanas.
A Defesa Civil do Paraná recomenda o acompanhamento constante das atualizações meteorológicas e de boletins oficiais, sobretudo por parte de agricultores e produtores familiares, mais vulneráveis às variações climáticas.
Enquanto a previsão indica um inverno sem extremos fora do comum, especialistas ressaltam que mudanças bruscas de tempo não estão descartadas, dada a maior variabilidade nos padrões atmosféricos dos últimos anos.
“O cenário inicial aponta que o frio será moderado. Mesmo assim, recomenda-se atenção aos boletins meteorológicos diante de possíveis eventos atípicos”, pontua Gonçalves, do Simepar.
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