Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A inalação do vapor de gasolina automotiva causa câncer de bexiga e leucemia mieloide aguda em pessoas adultas, segundo estudo publicado pela Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) na revista The Lancet Oncology.
A exposição a esse gás afeta principalmente os que trabalham diretamente com o combustível, seja na produção, transporte e reabastecimento de automóveis. Entre os profissionais de maior risco, estão os frentistas dos postos de combustíveis.
A Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Fenepospetro) se manifestou. A entidade reivindica que é urgente a adoção de medidas eficazes para proteger a saúde desses trabalhadores.
Em nota, o secretário de saúde da entidade, Eduardo Silva, diz que os trabalhadores têm se mobilizado. O objetivo é que os postos de combustíveis adotem sistemas de recuperação de vapores nas bombas, para reduzir a inalação de vapores tóxicos. E que tanto a Fenepospetro quanto os sindicatos dos frentistas do país têm lutado em defesa da saúde e da segurança dos trabalhadores.
“É urgente que sejam reforçadas políticas públicas e normas de segurança ocupacional para minimizar os riscos à saúde dos frentistas e da população em geral. A divulgação dessa nova classificação pela IARC deve servir como um alerta para a necessidade de medidas mais rígidas de prevenção e fiscalização”, publicou Eduardo.
Segundo a pesquisa, há também evidências, mesmo que limitadas, de que a ocorrência de outros tipos de doenças pode ser relacionada a essa intoxicação. Entre as doenças estão o linfoma não-Hodgkin (incluindo leucemia linfocítica crônica) e o mieloma múltiplo. Bem como as síndromes mielodisplásicas (um grupo de doenças que afeta a produção de células sanguíneas na medula óssea). E, por fim, cânceres de estômago e rim em adultos. Além de leucemia linfoblástica aguda em crianças.
A gasolina é uma mistura complexa de hidrocarbonetos. Ela pode conter aditivos químicos. Esses aditivos têm como objetivo melhorar o desempenho do combustível. Além disso, servem para reduzir as emissões de poluentes e aumentar a octanagem (a resistência à detonação do combustível).
Os pesquisadores identificaram cinco aditivos como tóxicos e cancerígenos: benzeno, cumeno, xileno, tolueno e etilbenzeno. ETBE (Éter etil terciário-butílico) e MTBE (Éter metil terc-butílico) apresentam evidências científicas limitadas quanto ao potencial de causar câncer em humanos. A pesquisa classifica os compostos DIPE (éter di-isopropílico), TAME (Éter terc-amilmetílico) e TBA (Álcool terc-butílico como não cancerígenos.
Por meio de sua área técnica Ambiente, Trabalho e Câncer, da Coordenação de Prevenção e Vigilância, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) indica algumas atitudes para minimizar a exposição dos frentistas e outros trabalhadores do setor ao vapor da gasolina. Fernanda Nogueira, que responde pelo setor, listou as principais medidas:
Em relação às empresas que controlam os postos de combustíveis, as orientações do INCA são:
A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para saber se algum procedimento ou norma de segurança será atualizado depois da publicação do estudo e das recomendações do INCA. Mas ainda aguarda resposta.
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