Umuarama

Moradora de Umuarama procura por mãe biológica que nunca conheceu

Elizabete de Cássia está em busca da mãe biológica que nunca conheceu. A cozinheira é uma entre tantos brasileiros que saem cedo para trabalhar e retornam apenas à noite. Das 9h30 às 19h ela atua na segurança alimentar de um supermercado em Umuarama.

Sua rotina é intensa e cheia de responsabilidades: preparar alimentos, organizar o espaço e garantir boas condições de refeição para os funcionários. No entanto, além das obrigações diárias, Elizabete carrega um desejo dia após dia: o sonho de conhecer sua mãe biológica.

Ela nasceu em 3 de dezembro de 1970, no hospital municipal de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná. No entanto, só foi registrada em 1987, em Vera Cruz do Oeste. Desde pequena, sempre soube que havia sido adotada, mas nunca teve informações precisas sobre sua mãe biológica.

Mãe biológica era zeladora em hospital

Tudo o que Elizabete sabe sobre sua mãe veio por meio de terceiros. Segundo sua tia adotiva, sua mãe biológica se chamava Rosa e trabalhava como zeladora no hospital do município.

Na época, grávida, Rosa deu à luz na unidade de saúde. No entanto, de acordo com a tia adotiva, informaram à zeladora que o bebê não resistiu. Apresentaram a ela uma criança morta, enquanto sua filha verdadeira – Elizabete – foi entregue a outra família.

Desde que soube dessa história, Elizabete tem buscado informações sobre sua mãe biológica. Seus pais adotivos, já falecidos, nunca tiveram muitos detalhes. Em 2021, conseguiu um contato de telefone público localizado em frente ao hospital.

“Ligamos e conversamos com os mototaxistas que trabalham ali. Eles confirmaram que havia uma Rosa que trabalhava no hospital, mas que recentemente tinha saído e se mudado para Rondônia”, conta.

Sonho de encontrar a mãe permanece vivo

O que mais inquieta Elizabete é saber que sua mãe biológica talvez nem imagine que tem uma filha viva. “Ela deve pensar que seu filho morreu ao nascer, então pode nunca ter passado pela cabeça dela que tem uma filha no mundo”, afirma.

Sem condições financeiras para viajar até Rondônia, Elizabete tenta encontrar sua mãe de outras formas. Frequentemente, publica mensagens nas redes sociais na esperança de que alguém possa ajudá-la a encontrar Rosa. São 55 anos de dúvidas e incertezas, mas sem perder a esperança. “Eu só quero conhecer minha mãe verdadeira. Torço para que ela esteja viva e que possamos nos encontrar”, conclui.

Quem tiver qualquer informação que possa ajudar Elizabete a encontrar a mãe biológica pode manter contato através do telefone (44) 99134-5890.

Carlos Da Cruz

Formado em 2015 no curso de Jornalismo, pela Unigran - Dourados/MS. Trabalhou com telejornalismo por 9 anos. Apaixonado por esportes, principalmente futebol.

Recent Posts

Anvisa libera produção de produtos de limpeza da Unilever após suspensão

Fábrica de Vinhedo, em São Paulo, havia tido a produção suspensa preventivamente após fiscalização encontrar…

28 minutos ago

Vítima de desabamento em clube de Umuarama faz homenagem ao amigo que faleceu

O contador João Paulo Siqueira dos Santos, 41 anos, fez uma homenagem ao amigo Rafael…

57 minutos ago

Moro promete enxugar governo e reduzir as 24 secretarias do Paraná

Governador eleito afirma que pretende enxugar estrutura do Estado e aponta saúde e combate ao…

1 hora ago

Convites para o 12º Chá Rosa já estão à venda em Umuarama

Evento será realizado em 24 de outubro na Casa da Amizade e terá como tema…

2 horas ago

VÍDEO: sucuri gigante surpreende guia e turistas no Rio Paraná, na região de Porto Figueira

Animal foi encontrado por guia de pesca e dois turistas durante uma parada para fugir…

2 horas ago

Aos 91 anos, Luiza Erundina é a deputada estadual mais velha eleita no Brasil

Ex-prefeita de São Paulo recebeu 169,5 mil votos e ocupará uma das 94 cadeiras da…

2 horas ago

Este site utiliza cookies

Saiba mais