Umuarama

Pedágio na PR-323: trecho entre Umuarama e Maringá terá três praças de arrecadação

A PR-323, que faz parte do lote 4 de concessão de rodovias do Paraná, terá três novas praças de pedágio. É o que prevê o projeto elaborado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

As praças foram estabelecidas após estudos de tráfego. Só no entorno de Umuarama, serão duas. A duplicação de toda a rodovia também está prevista por parte da concessionária que vencer o leilão.

De acordo com o projeto, os pontos de cobrança serão instalados em Jussara (km 190), Cianorte (km 236) e Umuarama (km 310). A praça existente no município de Sertaneja (km 2), que faz parte do lote 3, será reativada.

Mas, para quem deseja chegar a Guaíra, na fronteira do Brasil com o Mato Grosso do Sul e o Paraguai, haverá mais uma praça de pedágio no percurso: em Francisco Alves, na BR-272 (km 530). As compras no país vizinho ficarão mais caras.

Quanto vai custar o pedágio na PR-323

Segundo o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) ainda não é possível definir os valores que serão cobrados em cada praça de pedágio na PR-323.

Cálculos preliminares, feitos por órgãos independentes, preveem que o trecho de 150 km entre Umuarama e Maringá poderá custar ao motorista algo em torno de R$ 70 reais (ida e volta).

Rota alternativa aos pedágios da 323

A Estrada Boiadeira (BR-487), que seria uma alternativa, pode aliviar o bolso e reduzir um ou dois pontos de cobrança. Mas, dependendo do destino final, o trecho corre o risco de ser mais longo, e a tão sonhada economia pode não acontecer.

Quando será o leilão da PR-323?

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER) informou que o leilão para concessão da rodovia deve ser realizado em setembro próximo, conforme o calendário do Ministério dos Transportes.

O projeto do pedágio do lote 4 está na fase de análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo o DER, o edital normalmente é lançado três meses antes do leilão. Portanto, os detalhes do lote devem ser divulgados entre maio e junho.

Além da PR-323, o lote da 4 de concessão das rodovias do Paraná, inclui trechos de outras 7 rodovias estaduais, as PR 182, 272, 317, 444, 862, 897 e 986.

As rodovias federais que também estão no pacote são as BR 272, 369 e 376. Somando todos os trechos (federais e estaduais), serão 628 km de rodovia privatizadas neste lote.

Dificuldade para acompanhar a obra

A inclusão da PR-323 no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal mudou o caminho para esclarecimentos sobre a duplicação da rodovia. Antes, as tratativas eram feitas junto ao Estado. Agora, é o Ministério dos Transportes que cuida de tudo.

Essa alteração, segundo a Comissão de Duplicação de Umuarama, trouxe dificuldades no acompanhamento da obra. O presidente da comissão, Sérgio Frederico, explica que a PR-323 foi pauta das audiências públicas sobre as concessões de rodovias do Paraná, mas como parte de um todo, e não abordada de forma específica.

“Antes, a importância da duplicação de toda a PR-323 tinha uma relevância maior nos debates políticos. Agora que ela está no mesmo pacote das rodovias federais que cruzam o Estado, o grau de importância para cobrarmos agilidade e informações ficou menor’’, comenta.

Mal-estar na comissão de duplicação da PR-232

Um detalhe apontado por Sérgio Frederico foi a presença do secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, na primeira reunião do ano da Associação dos Municípios do Setentrião (Amusep), na última sexta-feira (31). Na oportunidade, Alex deu detalhes sobre a concessão da PR-323.

Frederico afirmou que nenhum integrante da comissão foi convidado para os esclarecimentos e que também não houve reunião com representantes da Amerios (Associação dos Municípios do Entre Rios) e da Amenorte (Associação dos Municípios do Médio Noroeste do Estado do Paraná), entidades que englobam municípios impactados pela concessão da PR-323.

“Nós também temos muitas dúvidas sobre o leilão do lote 4 das rodovias do estado, no qual a PR-323 está incluída. Algumas dúvidas, por exemplo, são sobre os adiamentos dos leilões’’, afirma Sérgio.

Para o engenheiro, a falta de representatividade de Umuarama na Assembleia Legislativa do Paraná prejudica o acompanhamento dos trabalhos.

“Nós não temos nenhum deputado da cidade para fazer com que o secretário venha a Umuarama também e explique os processos, prazos e planejamentos’’, complementa.

Carlos Da Cruz

Formado em 2015 no curso de Jornalismo, pela Unigran - Dourados/MS. Trabalhou com telejornalismo por 9 anos. Apaixonado por esportes, principalmente futebol.

Recent Posts

Estudantes de Medicina da Unipar participam de ação pelo Dia da População em Situação de Rua

Os alunos do curso de Medicina da Universidade Paranaense (Unipar) participaram, nesta quarta-feira (19), de…

14 minutos ago

Seminovo virou escolha racional e não mais segunda opção: como o mercado automotivo brasileiro mudou nos últimos três anos

O mercado de seminovos em BH e no restante do Brasil vive o maior ciclo de vendas…

37 minutos ago

Inovação & Negócios: Palestrante promete compartilhar segredos para encantar clientes

Alexandre Slivnik estará em Umuarama no dia 24 de setembro para a 5ª edição do…

40 minutos ago

Mulher de 38 anos que fingia ser menina de 12 anos e fez vítimas no PR é condenada por estelionato

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, foi condenada por estelionato e falsa identidade

1 hora ago

Nando Reis apresenta show “Voz e Violão” em Umuarama com participação de Sebastião Reis

Nando Reis é um dos principais nomes da música popular brasileira e suas composições ultrapassam…

1 hora ago

Bope verifica explosivos em imóvel onde suspeito no caso das jovens desaparecidas foi morto

Equipe especializada de Curitiba foi acionada para averiguar possível presença de explosivos no imóvel onde…

2 horas ago

Este site utiliza cookies

Saiba mais