IMAGEM: NASA
Uma colossal fenda com cerca de 800 mil quilômetros de largura, equivalente a mais de 62 vezes o diâmetro da Terra, se abriu recentemente na atmosfera do Sol. Este fenômeno, denominado “buraco coronal”, foi observado pela Nasa.
O buraco coronal ocorre quando os campos magnéticos presentes na superfície solar se rompem, formando um caminho para a saída do vento solar. Nessas áreas específicas, a temperatura do plasma é significativamente mais baixa, razão pela qual aparecem como manchas escuras nas imagens captadas por telescópios ultravioleta.
Geralmente, os campos magnéticos aprisionam o plasma quente, mas, no caso dos buracos coronais, permitiram a liberação de uma grande quantidade de partículas carregadas. É essa liberação que atualmente desloca-se em direção à Terra.
As auroras são criadas pela interação entre as partículas do vento solar e o campo magnético da Terra, que colidem com moléculas de oxigênio e nitrogênio na atmosfera. Este encontro resulta em espetáculos de luzes coloridas no céu, variando entre verde, vermelho, azul e violeta. A cor da aurora depende do gás envolvido e da altitude em que ocorre a colisão.
Uma tempestade geomagnética, decorrente do fenômeno, estava prevista para chegar à Terra entre esta sexta-feira (31) e sábado (1º). Os efeitos testemunhados foram menos intensos do que o inicialmente estimado.
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