Foto: Márcio Aurélio/Colaboração OBemdito
As características do verão estão acentuadas e a previsão indica que fevereiro será de muito calor e pancadas de chuva isoladas em todas as regiões do Paraná. Segundo a equipe de meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), fevereiro chega intensificando ainda mais os padrões. O calor permanece, e a chuva pode ser menos isolada e mais generalizada em algumas regiões.
Em relação à série histórica dos acumulados de chuva para a primeira semana de fevereiro, é esperada uma quantidade acima da média em todas as regiões paranaenses – inclusive no Sudoeste, onde as precipitações foram isoladas no mês de janeiro. “Nas regiões Sudoeste, Centro-Ocidental, Centro-Sul, Noroeste, Norte Central, Norte Pioneiro e Campos Gerais, os acumulados de chuva em fevereiro são entre 140 e 180 mm”, explica Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar.
A climatologia de fevereiro ainda registra acumulados de chuva entre 100 e 140 mm no extremo Oeste, e entre 110 e 140 mm no Sudeste do Paraná. Da Região Metropolitana de Curitiba até o Litoral, os acumulados em fevereiro aumentam progressivamente de 150 até 360 mm. “As áreas da costa litorânea são as que registram, historicamente, maior acumulado de chuva em fevereiro”, ressalta Munhoz.
Na segunda semana do mês, os acumulados de chuva esperados devem se manter dentro da média para o período em todo o Paraná. Nas duas últimas semanas, áreas esparsas do Estado podem ultrapassar ligeiramente a média climatológica.
A previsão indica que fevereiro terá temperaturas máximas ligeiramente acima da média. A faixa da região Sul até a área Central do Estado é a menos quente, com máximas entre 26ºC e 28ºC. Ao redor desta área as temperaturas máximas sobem progressivamente. No extremo Sudoeste, Oeste, Norte até o topo da faixa Leste, as máximas devem passar dos 30ºC.
O calor será intenso, mas o mês terá vários momentos de trégua. “Devido às altas temperaturas e à oferta de umidade, temporais isolados podem se desenvolver, acompanhados de raios e fortes rajadas de vento localizadas, aliviando momentaneamente a sensação de abafamento nas áreas atingidas”, diz Munhoz.
Com uma estrutura de 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas meteorológicas, o Simepar é responsável por fornecer dados meteorológicos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, de modo a facilitar ações de resposta a situações extremas. São monitoradas desde situações causadas por chuvas, como enxurradas, deslizamentos e alagamentos, até incêndios e secas.
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