Mostra comemora a morte da onça-parda em vídeo que viralizou na internet (FOTO: REPRODUÇÃO)
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou nesta quarta-feira (22) a identificação da mulher responsável por matar com uma arma de fogo uma onça-parda em um vídeo que viralizou nas redes sociais. O caso, que chocou internautas e ambientalistas, ocorreu em uma área rural do Nordeste brasileiro. Assista o video abaixo.
Segundo informações do Ibama, a identificação foi realizada pelo setor de inteligência do órgão, com base em denúncias recebidas do público. A mulher, cuja identidade não foi revelada, será autuada por múltiplos crimes ambientais, incluindo porte ilegal de arma, maus-tratos à onça-parda e aos cães envolvidos no ataque.
O vídeo em questão mostra a mulher empunhando uma espingarda e atirando contra uma onça-parda que se encontrava no alto de uma árvore. Após o tiro, o animal cai ao chão e é atacado por quatro cães que acompanhavam a atiradora. Apesar das tentativas de defesa, a onça sucumbe aos ferimentos.
Roberto Cabral, agente de fiscalização do Ibama, comentou sobre o caso: “A gente ficou sabendo do caso via internet e o primeiro passo é a identificação da pessoa. Vamos atrás para autuá-la e tomar as medidas cabíveis.”
As punições previstas para os crimes cometidos são: multa de R$ 5 mil pela morte da onça-parda; multa adicional de R$ 500 a R$ 3 mil por maus-tratos a cada um dos quatro cães envolvidos; possibilidade de pena de três meses a cinco anos por maus-tratos aos animais; e pena de seis meses a um ano pela morte da onça-parda.
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a onça-parda é classificada como “quase ameaçada” no Brasil. A espécie enfrenta riscos crescentes devido à perda de habitat e conflitos com humanos.
Cabral ressalta que a legislação atual para punir a caça de animais silvestres é considerada branda: “Onças são mortas no Brasil por esporte, retaliação quando predam criação e, eventualmente, por medo do animal. A pena por maus-tratos é maior no caso de animais domésticos do que no caso de animais silvestres, o que não faz sentido.”
Em 2022, o deputado federal Ricardo Izar (Republicanos-SP) apresentou um projeto de lei visando aumentar a pena pela caça e morte de felinos brasileiros para três a cinco anos de reclusão. No entanto, a proposta ainda aguarda tramitação no Legislativo.
O parlamentar argumenta que “a baixa pena prevista, seis meses a um ano, implica em crime de menor potencial ofensivo e não tem sido suficiente para demover os criminosos dos massacres destes animais.”
A morte da onça-parda gerou intensa repercussão nas redes sociais, com milhares de usuários expressando indignação e pedindo punições severas para os envolvidos. Especialistas em conservação aproveitaram a visibilidade do incidente para alertar sobre a importância da preservação da fauna brasileira e os riscos enfrentados por espécies como a onça-parda.
A identificação da responsável pelo crime representa um passo importante na luta contra a caça ilegal e maus-tratos a animais silvestres no Brasil. O desfecho do caso poderá servir como precedente para futuras ações de proteção à fauna e fortalecimento da legislação ambiental no país.
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